domingo, 17 de maio de 2009
A MÁ REPUTAÇÃO
De vez em quando faz bem estar em família.
A canção chama-se "La mauvaise reputation" e aparece aqui na versão de Paco Ibañez e também cantada pelo seu autor Georges Brassens.
"LA MALA REPUTACION", versão cantada por Paco Ibañez
En mi pueblo sin pretensión
Tengo mala reputación,
Haga lo que haga es igual
Todo lo consideran mal,
Yo no pienso pues hacer ningún daño
Queriendo vivir fuera del rebaño;
No, a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
No, a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Todos todos me miran mal
Salvo los ciegos es natural.
Cuando la fiesta nacional
Yo me quedo en la cama igual,
Que la música militar
Nunca me pudo levantar.
En el mundo pues no hay mayor pecado
Que el de no seguir al abanderado
Y a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Y a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Todos me muestran con el dedo
Salvo los mancos, quiero y no puedo.
Si en la calle corre un ladrón
Y a la zaga va un ricachón
Zancadilla doy al señor
Y he aplastado el perseguidor
Eso sí que sí que será una lata
Siempre tengo yo que meter la pata
Y a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Y a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Tras de mí todos a correr
Salvo los cojos, es de creer.
Ya sé con mucha precisión
Como acabará la función
No les falta más que el garrote
Pa' matarme como un coyote
A pesar de que no arme ningún lío
Con que no va a Roma el camino mío
Que a le gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Que a le gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Tras de mí todos a ladrar
Salvo los mudos es de pensar.
LA MAUVAISE REPUTATION" de Georges Brassens
Au village, sans prétention,
J'ai mauvaise réputation.
Qu'je m'démène ou qu'je reste coi
Je pass' pour un je-ne-sais-quoi!
Je ne fait pourtant de tort à personne
En suivant mon chemin de petit bonhomme.
Mais les brav's gens n'aiment pas que
L'on suive une autre route qu'eux,
Non les brav's gens n'aiment pas que
L'on suive une autre route qu'eux,
Tout le monde médit de moi,
Sauf les muets, ça va de soi.
Le jour du Quatorze Juillet
Je reste dans mon lit douillet.
La musique qui marche au pas,
Cela ne me regarde pas.
Je ne fais pourtant de tort à personne,
En n'écoutant pas le clairon qui sonne.
Mais les brav's gens n'aiment pas que
L'on suive une autre route qu'eux,
Non les brav's gens n'aiment pas que
L'on suive une autre route qu'eux,
Tout le monde me montre du doigt
Sauf les manchots, ça va de soi.
Quand j'croise un voleur malchanceux,
Poursuivi par un cul-terreux;
J'lance la patte et pourquoi le taire,
Le cul-terreux s'retrouv' par terre
Je ne fait pourtant de tort à personne,
En laissant courir les voleurs de pommes.
Mais les brav's gens n'aiment pas que
L'on suive une autre route qu'eux,
Non les brav's gens n'aiment pas que
L'on suive une autre route qu'eux,
Tout le monde se rue sur moi,
Sauf les culs-de-jatte, ça va de soi.
Pas besoin d'être Jérémie,
Pour d'viner l'sort qui m'est promis,
S'ils trouv'nt une corde à leur goût,
Ils me la passeront au cou,
Je ne fait pourtant de tort à personne,
En suivant les ch'mins qui n'mènent pas à Rome,
Mais les brav's gens n'aiment pas que
L'on suive une autre route qu'eux,
Non les brav's gens n'aiment pas que
L'on suive une autre route qu'eux,
Tout l'mond' viendra me voir pendu,
Sauf les aveugles, bien entendu.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
TER E LER

Pergunto a um grupo de meninos numa escola do 1º Ciclo quem é que já leu "A Ilha do Tesouro".
Vários meninos levantam o dedo. Alguns dizem que TÊM O LIVRO, outros dizem que LERAM O LIVRO.
Passaram-me dezenas de comentários possíveis pela cabeça, dos mais negativos aos mais amáveis. Resolvi, no entanto, resumi-los na ideia de que a leitura deve ser um processo teimoso que nos leve a encontrarmo-nos a nós próprios no interior das palavras de outros e que estabeleça um pouco de luz sobre a nossa tão imperfeita humanidade.
Por isso, em última instância, TER soa-me a pouco. Tem-se um gira-discos, uma vassoura, um micro-ondas. Um livro não tem valor se não for utilizado. O texto, se calhar, nem sequer existe se não for lido.
Apetece-me dizer aos pais que não é preciso darem livros aos filhos. Basta levá-los pela mão através do bosque da leitura. Com um livro na mão, claro, mas sobretudo com as palavras no coração.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
MONTEMOR-O-VELHO

Na Biblioteca Escolar Dr. José dos Santos Bessa - Carapinheira, Montemor-o-Velho.
Por todo o país, muitos professores estão a fazer um trabalho notável nas Bibliotecas Escolares.
Não tenho dúvida de que em alguns níveis de ensino (2º e 3º Ciclos especialmente) é indispensável criar tempos no currículo apenas dedicados à leitura e à leitura partilhada (Clubes ou Comunidades de Leitura).
Também não tenho dúvidas de que a batalha pela promoção da leitura não é função apenas dos professores do 1º Ciclo e dos professores de Português. Tem de ser de todos os Porfessores. Porque sem hábitos sólidos de leitura não há hábitos de estudo seja em que dsciplina for.
Não tenho dúvidas ainda de que é fundamental envolver e empenhar os pais na batalha pela leitura e a altura melhor para estabelecer uma teia de cumplicidade entre a família e a escola nesse campo será, sem dúvida na Pré-Escolar e no 1º Ciclo onde é mais óbvio que a leitura é também um laço de afecto que une pais e filhos.
Por fim, não tenho dúvidas de que não se pode promover a leitura se não se tiver hábitos de leitura. É preciso que os professores leiam e aprendam a crescer através da leitura. Quem não tem a paixão da leitura tem tendência a refugiar-se na análise e, pessoalmente, não creio que, de uma forma geral, a análise conduza à paixão de ler. Estou convencido, no entanto, que a paixão de ler pode conduzir a uma análise muito mais funda e eficaz.
E a desculpa de que é preciso cumprir o programa já está um bocadinho esfiapada nos cotovelos... O programa pode dar-se de muitas maneiras... Ou não pode?
domingo, 10 de maio de 2009
JÚLIO PEGO

Não são muitos os amigos que nos acompanham toda a a vida. Tenho a sorte de contar com alguns. daqueles amigos mesmo amigos. Do fundo do osso. Capazes de vir a correr quando a vida nos faz encalhar num canto qualquer.
Um desses meus amigos é o Júlio Pego. Conhecemo-nos há, pelo menos, 40 anos. Temos muitas memórias e aventuras comuns. As do antes e as do depois de Abril de 74. Partilhamos uma fraterna amizade que não só não se esgota como tem crescido ao longo da vida.
O Júlio é médico psiquiatra. E, de há uns anos para cá, dedicou-se às artes plásticas. Primeiro a pintura, depois escultura.
Eu que continuo a achar que a completude da vida só se cumpre caminhando pelos trilhos da arte e da poesia tenho seguido esta aventura do Júlio que me parece um exemplo para todos os que pretendam crescer seja em que idade for.
E já agora, vale a pena visitar de vez em quando o seu blog:
http://www.psicoarte-psicoarte.blogspot.com/

(Exposição de esculturas do Júlio no Convento de Tomar em Setembro de 2007)
quinta-feira, 7 de maio de 2009
JOAQUIM MESTRE

Joaquim Mestre é um nome conhecido e admirado por toda a gente que vive à volta dos livros, das bibliotecas e da aventura ainda titubeante mas já tão calorosa que é o esforço pela promoção do livro e da leitura.
Escritor e director da Biblioteca Municipal de Beja, Joaquim Mestre morreu de cancro aos 54 anos, na noite de domingo.
Exercia as funções de Chefe da Divisão de Bibliotecas e Museus na Câmara Municipal de Beja e foi, segundo responsáveis do município, um dos grandes impulsionadores do novo conceito de biblioteca que surgiu em Beja no início dos anos 1990.
Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e pós-graduado em Ciências Documentais, o escritor foi galardoado no ano passado pela colectânea de contos «Breviário das Almas» (Oficina do Livro) com o Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca, instituído pela Câmara de Santiago do Cacém.
Não tive o prazer de conviver com ele. Ter-nos-emos cruzado algum dia nas esquinas da vida e dos livro. É possível. Mas não estou certo. Tinha por ele um imenso respeito e admiração. Pertenci ao júri do Prémio Manuel da Fonseca que o atribuiu à sua última obra, o «Breviário das Almas». Fico feliz por supôr que isso lhe tenha trazido alguma satisfação ou contentamento. É um belo livro com uma escrita poética e densa que merece muito ser lido.
Os livros das nossas queridas bibliotecas vão certamente abrir as suas páginas para deixar passar o Joaquim Mestre com honra e agradecimento.
terça-feira, 5 de maio de 2009
O SEU A SEU DONO

Mão amiga fez-me um reparo. A excelente fotografia que publico acima e que identifiquei como sendo do grande Henri Bresson é afinal da autoria de Martine Franck.
Aqui fica a correcção. Nesta coisa de autorias faço muita questão de dar o seu a seu dono.
A informação errada veio-me de algum site na net. Mas temos de ter atenção porque, de facto, a net é ainda um instrumento bastante tosco. Está cheio de incorrecções, imprecisões, pequenas e grandes falsidades.
É preciso cuidado.
E já agora aqui vai o endereço do magnífico site da Agência de fotografia Magnum, fundada por Henri Bresson e onde está incluído o portfolio de Martine Franck.
http://www.magnumphotos.com
domingo, 3 de maio de 2009
MUSEU DA CHAPELARIA

Em S. João da Madeira está um dos museus mais deliciosos que conheci: o MUSEU DA CHAPELARIA.
Era uma fábrica. A mais importante fábrica de chapéus do mundo. Foi magnificamente transformada em Museu e é dirigido com brilho pela drª Suzana Meneses.
O sr. Méssio é o guia que nos leva de máquina em máquina e de memória e memória. Trabalhou ali desde os 10 anos de idade. Só podia receber salário a partir dos 12. Mas foi trabalhar sem salário para garantir o lugar. O trabalho fazia falta e um operário chapeleiro era alguém nesse tempo.
O sr. Méssio tem agora à volta de 80. Foi ele o último a fechar a porta da fábrica. Foi o primeiro a entrar no Museu.
A sua humanidade, a ternura e graça com que conta as suas histórias fazem-nos emocionar quando, por exemplo, nos mostra a máquina de lixas de pele de tubarão que alisava o feltro dos chapéus e cortava dedos a muitos operários.
Mas o sr. que trabalhou 40 anos com essa máquina e nunca ficou sem dedos. Tinha um truque, diz ele. De manhã dizia bom dia à máquina e ao fim do dia agradecia-lhe poder voltar a casa com os dedos inteiros.
O Museu ainda tem deliciosa colecção de chapéus, um excelente serviço educativo com oficinas diversas, e um restaurante sofisticado,onde se come muito bem.
S. João da Madeira é a terra dos sapatos e dos chapéus. E sabe preservar o passado dessas importantes indústrias e da vida dos seus operários.
Caros amigos,
o que é que querem mais?
Quando passarem por ali vão lá visitá-lo. Garanto que vale a pena. E já agora, dêem cumprimentos meus ao sr. Méssio.
sábado, 2 de maio de 2009
CAFÉ CON LIBROS
"SE EU TIVESSE DE COMEÇAR A LER HOJE , ESTARIA NECESSARIAMENTE LIMITADO POR ESSAS PILHAS DE NOVELAS PSEUDO-HISTÓRICAS, PSEUDO-MÍSTICAS, CONFESSIONAIS, ESSES GÉNEROS CRIADOS COM O OBJECTIVO DE O LEITOR ACREDITAR QUE NÃO É SUFICIENTEMENTE INTELIGENTE PARA LER COISAS MAIS PROFUNDAS"
ALBERTO MANGUEL
(Expresso, 10.4.09)
ALBERTO MANGUEL
(Expresso, 10.4.09)
sexta-feira, 1 de maio de 2009
SACCO e VANZETTI
Nicola Sacco (Torremaggiore, 22 de abril de 1891 — Charlestown, 23 de agosto 1927) e Bartolomeo Vanzetti (Villafalletto, 11 de junho de 1888 — Charlestown, 23 de agosto 1927) foram dois anarquistas italianos presos, processados, julgados e condenados nos Estados Unidos da América nos anos vinte, sob a acusação de homicídio de um contador e de um guarda de uma fábrica de sapatos. Sobre sua culpa houve muitas dúvidas já à época dos acontecimentos.
(Música: Ennio Morricone, voz: Joan Baez)
Não foram absolvidos nem mesmo depois de um outro homem ter admitido em 1925 a autoria dos crimes. Foram condenados à pena capital e executados por eletrocução em 23 de agosto de 1927.
(Música: Ennio Morricone, voz: Joan Baez)
Não foram absolvidos nem mesmo depois de um outro homem ter admitido em 1925 a autoria dos crimes. Foram condenados à pena capital e executados por eletrocução em 23 de agosto de 1927.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
JOÃO FANHA & RAQUEL SANTOS
Diz-se que filho de peixe sabe nadar. Neste caso poderia dizer que filho de peixe sabe dançar. Pai e filho, sofremos de mal idêntico: vamos fazendo não sei quantas coisas ao mesmo tempo e ainda queríamos fazer mais outras tantas.
E com o João está a Raquel que é a minha nora preferida e dado ser a única nora, acumula ser única e ser a preferida.
Aqui estão eles. E a seguir, pelas suas palavras, as coisas muito boas que fazem e põem os outros a fazer.

JOÃO FANHA e RAQUEL SANTOS
Somos dois Artistas Plásticos e Professores de Dança e temos vindo a desenvolver há vários anos um trabalho com crianças e jovens em áreas tão distintas, e ao mesmo tempo complementares, como a Ilustração, o Desenho, a Criatividade, a Magia ou a Dança. Propômos o nosso projecto de ateliers artísticos para escolas ou bibliotecas, que pode adquirir uma das seguintes configurações:
1. Desenho e jogos visuais
2. Leitura e ilustração
3. Oficina de criatividade (leitura, criação de um conto, ilustração e magia)
4. Dança criativa e dança a par (Funk, Boogie Woogy, Salsa, Boogaloo e outras)
-As sessões podem ter 1 hora e 30 minutos ou 3 horas e poder-se-ão repetir ao longo de um período determinado (ex: 2 sábados ou 3 dias seguidos)
-O número de crianças não deverá exceder as 20 para 1 professor e as 30 para os 2
-As crianças deverão estar agrupadas preferencialmente em grupos de idade dos 4 aos 7, dos 8 aos 11 e dos 12 aos 15
Criámos este ano a nossa escola de dança e oficina de criatividade Estúdio 8. Por esse facto estamos também disponíveis para organizar exibições, workshops ou animações de várias danças para público de várias idades.
Contactos:
João Fanha - 938 627 184
joaofanha80@gmail.com
E com o João está a Raquel que é a minha nora preferida e dado ser a única nora, acumula ser única e ser a preferida.
Aqui estão eles. E a seguir, pelas suas palavras, as coisas muito boas que fazem e põem os outros a fazer.
JOÃO FANHA e RAQUEL SANTOS
Somos dois Artistas Plásticos e Professores de Dança e temos vindo a desenvolver há vários anos um trabalho com crianças e jovens em áreas tão distintas, e ao mesmo tempo complementares, como a Ilustração, o Desenho, a Criatividade, a Magia ou a Dança. Propômos o nosso projecto de ateliers artísticos para escolas ou bibliotecas, que pode adquirir uma das seguintes configurações:
1. Desenho e jogos visuais
2. Leitura e ilustração
3. Oficina de criatividade (leitura, criação de um conto, ilustração e magia)
4. Dança criativa e dança a par (Funk, Boogie Woogy, Salsa, Boogaloo e outras)
-As sessões podem ter 1 hora e 30 minutos ou 3 horas e poder-se-ão repetir ao longo de um período determinado (ex: 2 sábados ou 3 dias seguidos)
-O número de crianças não deverá exceder as 20 para 1 professor e as 30 para os 2
-As crianças deverão estar agrupadas preferencialmente em grupos de idade dos 4 aos 7, dos 8 aos 11 e dos 12 aos 15
Criámos este ano a nossa escola de dança e oficina de criatividade Estúdio 8. Por esse facto estamos também disponíveis para organizar exibições, workshops ou animações de várias danças para público de várias idades.
Contactos:
João Fanha - 938 627 184
joaofanha80@gmail.com
EB 1 de SANDOMIL
Sandomil, Conselho de Seia, EB1, num vale belíssimo, com a Primavera a querer fazer esquecer o Inverno que nos tem deixado o nariz a pingar.
Nós sabemos como uma certa economia se sobrepõe à respiração profunda da humanidade. Mas enquanto os seus desígnios não obrigam os governos a estragar ainda mais do que já fizeram, é tão bom encontrar aqui e ali escolas como esta, lá no sítio onde os meninos falam com voz de passarinho.

De um lado...

E do outro.
Nós sabemos como uma certa economia se sobrepõe à respiração profunda da humanidade. Mas enquanto os seus desígnios não obrigam os governos a estragar ainda mais do que já fizeram, é tão bom encontrar aqui e ali escolas como esta, lá no sítio onde os meninos falam com voz de passarinho.
De um lado...
E do outro.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
OS VAMPIROS
Há canções que se aguentam assim, vivas e revivas através dos tempos.
Os muros caíram. As ideologias morreram, dizem. O ultra-liberalismo tomou conta de tudo e deixou-se ir ao fundo gloriosamente.
O futuro não sabemos qual será. Apenas sabemos que de um lado estará sempre a liberdade, a solidariedade, a fraternidade, a capacidade de sonhar e criar. E do outro... OS VAMPIROS.
VIVA O LIVRO!
quinta-feira, 23 de abril de 2009
SEIA
segunda-feira, 20 de abril de 2009
SOL NEGRO

Sai esta semana. É o segundo volume da série "Os 4 cavaleiros" que estou a escrever com a minha amiga Luísa Beltrão.
O priumeiro chamava-se "Missão em Happy-Cosmos".
Destina-se a jovens. Talvez dos 12 aos 17. Mais ou menos. Porque nisto de leituras nunca sabemos exactamente as idades dos leitores que se deixam embarcar. Alguns mais novos, alguns mais velhos...
A história conta a segunda viagem iniciática de 4 jovens que, descobrem que as palavras estão a ser apagadas dos livros e transformadas em pó por uma entidade misteriosa: o SOL NEGRO e os seus servidores.
A linguagem está a ser reduzida a poucas palavras, as pessoas estão a deirxar de usar muitas palavras, e o resultado será o caos e a incomunicabilidade se ninguém fizer nada contra isso.
Os 4, sagrados Cavaleiros da Ordem dos Guardiões das Palavras, são incumbidos da missão de salvar as palavras. essa missão vai levá-los a atravessar mundos inimaginados e a defrontar as mais temíveis faces do Mal.
Irão conhecer Ecrãville, o desfiladeiro do Eco, a caverna de Platão e o terrível mundo dominado pelo SOL NEGRO. Serão ajudados por personagens muito especiais como Popov, o varredor de palavras, Pablo, o mineiro de palavras e pelo amigo chamado Amigo que já tinham conhecido em Happy-Cosmos.
E mais não conto. O livro deu-nos um gozo especial a escrever. Espero que esse gozo passe para quem o venha a ler.
domingo, 19 de abril de 2009
ADRIANA
sábado, 18 de abril de 2009
FESTA DA VOZ

Já acabou mas só agora é que tenho material para falar desta notável inciativa do Professor Mário Andreia, meu querido amigo e entusiasta da ligação indispensável entre arte e ciência.
O Dia Mundial foi comemorado a 16 de Abril. A FESTA DA VOZ foi hoje.
O programa foi fantásdtico. Um dia inteiro de woprkshops e espectáculos em que se falou e se fez quase tudo o que a voz permite. Não dá para falar de todos os participantes que foram imensos.
Andei por lá porque também faço da voz a minha forma de estar vivo e sei que preciso de ser amigo dela para que ela seja minha amiga.
Foi bom. Muito bom. Para o ano há mais. E espero que a propaganda permita levar ainda mais público a uma jornada entusiasmante e cheia de actividades notáveis.
terça-feira, 14 de abril de 2009
DE QUE É QUE FALAMOS QUANDO FALAMOS DE LEITURA?

Pergunto-me por vezes de que é que falamos quando falamos de leitura?
Competência de leitura? Hábito de leitura?
E porque é que lemos?
Por aprendizagem? Estudo? Informação? Entretenimento? Urgência? Transcendência?
Lê-se para saber como é que a história acaba?
Ou para, através da leitura de um livro, construirmos a história da nossa vida?
Lê-se para passar o tempo? Para nos mantermos vivos? Para tremer de medo e rir até às lágrimas?
Ou para encontrar um parágrafo ou uma frase única como a de Fernando Assis Pacheco quando escreveu:
"UM HOMEM TEM DE VIVER COM UM PÉ NA PRIMAVERA"
domingo, 12 de abril de 2009
ESTRANGEIROS QUE ESTAVAM A LER

(Corto Maltese)
A citação que se segue é tirada de um romance que não me entusiasmou excessivamente do jovem siciliano Ottavio Cappellani, “Quem é Lou Sciortino?”
“Na praia de Marzamemi dois turistas estão a ler, sentados nas espreguiçadeiras. Percebe-se que são turistas porque estão a ler.”
Mesmo um livro não nos toque profundamente pode ter alguma coisa importante numa página perdida ao fundo de um capítulo sombrio. Foi o caso. Quando li a frase citada pensei: "Isto podia ter sido escrito por um português..."
Depois, experimentei perguntar o seguinte em várias escolas e bibliotecas: "Temos dois homens numa esplanada. Um lê um livro. O outro apenas apanha sol e bebe uma cerveja. Um é português e o outro é estrangeiro. Qual é o português e qual é o estrangeiro?"
A resposta foi sempre, sempre a mesma: o português é o que não está a ler.
Isto é particularmente angustiante. Não só somos o país de Europa que menos lê como temos de nós próprios a imagem de pessoas que não lêem.
Os que trabalham neste campo, nas queridas Bibliotecas Municipais e Escolares, fazem das tripas coração e, apaixonadamente, inventam mil e uma maneiras de promover o livro e a leitura.
Mas há tanto, tanto a fazer neste campo! Todas as iniciativas são boas. E é fundamental que a urgência da luta contra a iliteracia seja inscrita nas urgências económicas, políticas e culturais deste país.

(Numa biblioteca em França)
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