sábado, 30 de maio de 2009

PESSOAS QUE ARDEM


“…porque as únicas pessoas autênticas para mim são as loucas, as que estão loucas por viver, loucas por falar, loucas por ser salvas, desejosas de tudo ao mesmo tempo, aquelas que nunca bocejam ou dizem um lugar comum, mas ardem, ardem, ardem como fabulosas peças de fogo-de-artifício a explodir entre aranhas, entre estrelas…”

“Pela estrada fora” Jack Kerouac

quarta-feira, 27 de maio de 2009

MAR



(Foto Ana Bela Mendes)

"O MAR A ESTENDER E A ENCOLHER É LINDÍSSIMO"

disse o Rui (que agora já passa dos 30 anos) quando, um dia, a professora Ana Maria levou os meninos da escola do Seixal, Monchique, a ver o mar pela primeira vez.

domingo, 24 de maio de 2009

O MEU AMIGO LEANDRO



Aqui estou eu n EB1 da Horta das Figueiras com o meu amigo Leandro e a prenda que ele fez questão de fazer para me oferecer.

O Leandro tem dois brincos de fazer parar o trânsito e eu achei que o mínimo que podia fazer era uns versos para celebrar os brincos do Leandro e a nossa amizade.

O Leandro tem dois brincos
cada um em sua orelha,
e são tão lindos os brincos
que até lhe disse uma velha:
"Anda cá, Leandrozinho,
tão jeitoso, ataviado,
chega aqui junta-te a mim
que vais ser meu namorado!"

O Leandro deu um salto
e fugiu muito assustado.
"Sai daqui malvada velha,
não serei teu namorado!
Quero rapariga nova,
ligeirinha e elegante,
pois para isso me enfeitei
com dois brincos de brilhante!"

sexta-feira, 22 de maio de 2009

HORTA DAS FIGUEIRAS - ÉVORA



As palavras são curtas quando queremos transmitir as grandes emoções.

Em troca das histórias, lengalengas, poemas que levo, a ternura que recebo nalgumas escolas é tão intensa que nenhum cansaço é suficiente para me fazer privar desses momentos únicos que tenho tido o previlégio de viver.

É o caso dos meninos e da Professora Ana Piçarra na sala da EB1 da Horta das Figueiras.

Bem haja a Câmara Municipal de Évora pelo Projecto "A Fada Palavrinha e o Gigante das Bibliotecas" em que se incluiram as visitas a esta escola, entre outras.



quarta-feira, 20 de maio de 2009

NANÃ SOUSA DIAS






Do saxofone à fotografia, o meu amigo Nanã Sousa Dias deixa-nos sem saber em que arte melhor improvisa.

Há dias soprámos juntos na Biblioteca de Almodôvar. Ele soprou a música e eu as palavras. E até parece que as palavras assim acompanhadas ganhavam asas.

À frente do grupo estava o António Palma no piano, mais o Tó Cruz a cantar e o João Ferreira nas percussões.

O tema: canções e poesia do neorealismo ao 25 de Abril. Foi uma noite quente. Muito.

Quanto às fotografias do Nanã, para quem quiser ver mais, a morada na net é:

http://photo.net/photos/nanasousadias

segunda-feira, 18 de maio de 2009

MEMÓRIAS DO TEMPO EM QUE ALGUNS ANIMAIS FALAVAM... E CANTAVAM



Já que falamos da família... "Les bourgeois" de Jacques Brel. Era no tempo em que alguns animais falavam... E cantavam.


LES BOURGEOIS

Le coeur bien au chaud
Les yeux dans la bi�re
Chez la grosse Adrienne de Montalant
Avec l'ami Jojo
Et avec l'ami Pierre
On allait boire nos vingt ans
Jojo se prenait pour Voltaire
Et Pierre pour Casanova
Et moi, moi qui �tais le plus fier
Moi, moi je me prenais pour moi
Et quand vers minuit passaient les notaires
Qui sortaient de l'h�tel des "Trois Faisans"
On leur montrait notre cul et nos bonnes mani�res
En leur chantant

Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient bete
Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient c...

Le coeur bien au chaud
Les yeux dans la bi�re
Chez la grosse Adrienne de Montalant
Avec l'ami Jojo
Et avec l'ami Pierre
On allait br�ler nos vingt ans
Voltaire dansait comme un vicaire
Et Casanova n'osait pas
Et moi, moi qui restait le plus fier
Moi j'�tais presque aussi saoul que moi
Et quand vers minuit passaient les notaires
Qui sortaient de l'h�tel des "Trois Faisans"
On leur montrait notre cul et nos bonnes mani�res
En leur chantant

Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient bete
Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient c...


Le coeur au repos
Les yeux bien sur terre
Au bar de l'h�tel des "Trois Faisans"
Avec ma�tre Jojo
Et avec ma�tre Pierre
Entre notaires on passe le temps
Jojo parle de Voltaire
Et Pierre de Casanova
Et moi, moi qui suis rest� le plus fier
Moi, moi je parle encore de moi
Et c'est en sortant vers minuit Monsieur le Commissaire
Que tous les soirs de chez la Montalant
De jeunes "peigne-culs" montrent nos leur derri�re
En nous chantant

Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient bete
Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient c...

domingo, 17 de maio de 2009

A MÁ REPUTAÇÃO



De vez em quando faz bem estar em família.

A canção chama-se "La mauvaise reputation" e aparece aqui na versão de Paco Ibañez e também cantada pelo seu autor Georges Brassens.

"LA MALA REPUTACION", versão cantada por Paco Ibañez

En mi pueblo sin pretensión
Tengo mala reputación,
Haga lo que haga es igual
Todo lo consideran mal,
Yo no pienso pues hacer ningún daño
Queriendo vivir fuera del rebaño;
No, a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
No, a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Todos todos me miran mal
Salvo los ciegos es natural.

Cuando la fiesta nacional
Yo me quedo en la cama igual,
Que la música militar
Nunca me pudo levantar.
En el mundo pues no hay mayor pecado
Que el de no seguir al abanderado
Y a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Y a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Todos me muestran con el dedo
Salvo los mancos, quiero y no puedo.

Si en la calle corre un ladrón
Y a la zaga va un ricachón
Zancadilla doy al señor
Y he aplastado el perseguidor
Eso sí que sí que será una lata
Siempre tengo yo que meter la pata
Y a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Y a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Tras de mí todos a correr
Salvo los cojos, es de creer.

Ya sé con mucha precisión
Como acabará la función
No les falta más que el garrote
Pa' matarme como un coyote
A pesar de que no arme ningún lío
Con que no va a Roma el camino mío
Que a le gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Que a le gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Tras de mí todos a ladrar
Salvo los mudos es de pensar.




LA MAUVAISE REPUTATION" de Georges Brassens

Au village, sans prétention,
J'ai mauvaise réputation.
Qu'je m'démène ou qu'je reste coi
Je pass' pour un je-ne-sais-quoi!
Je ne fait pourtant de tort à personne
En suivant mon chemin de petit bonhomme.
Mais les brav's gens n'aiment pas que
L'on suive une autre route qu'eux,
Non les brav's gens n'aiment pas que
L'on suive une autre route qu'eux,
Tout le monde médit de moi,
Sauf les muets, ça va de soi.

Le jour du Quatorze Juillet
Je reste dans mon lit douillet.
La musique qui marche au pas,
Cela ne me regarde pas.
Je ne fais pourtant de tort à personne,
En n'écoutant pas le clairon qui sonne.
Mais les brav's gens n'aiment pas que
L'on suive une autre route qu'eux,
Non les brav's gens n'aiment pas que
L'on suive une autre route qu'eux,
Tout le monde me montre du doigt
Sauf les manchots, ça va de soi.

Quand j'croise un voleur malchanceux,
Poursuivi par un cul-terreux;
J'lance la patte et pourquoi le taire,
Le cul-terreux s'retrouv' par terre
Je ne fait pourtant de tort à personne,
En laissant courir les voleurs de pommes.
Mais les brav's gens n'aiment pas que
L'on suive une autre route qu'eux,
Non les brav's gens n'aiment pas que
L'on suive une autre route qu'eux,
Tout le monde se rue sur moi,
Sauf les culs-de-jatte, ça va de soi.

Pas besoin d'être Jérémie,
Pour d'viner l'sort qui m'est promis,
S'ils trouv'nt une corde à leur goût,
Ils me la passeront au cou,
Je ne fait pourtant de tort à personne,
En suivant les ch'mins qui n'mènent pas à Rome,
Mais les brav's gens n'aiment pas que
L'on suive une autre route qu'eux,
Non les brav's gens n'aiment pas que
L'on suive une autre route qu'eux,
Tout l'mond' viendra me voir pendu,
Sauf les aveugles, bien entendu.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

TER E LER



Pergunto a um grupo de meninos numa escola do 1º Ciclo quem é que já leu "A Ilha do Tesouro".

Vários meninos levantam o dedo. Alguns dizem que TÊM O LIVRO, outros dizem que LERAM O LIVRO.


Passaram-me dezenas de comentários possíveis pela cabeça, dos mais negativos aos mais amáveis. Resolvi, no entanto, resumi-los na ideia de que a leitura deve ser um processo teimoso que nos leve a encontrarmo-nos a nós próprios no interior das palavras de outros e que estabeleça um pouco de luz sobre a nossa tão imperfeita humanidade.


Por isso, em última instância, TER soa-me a pouco. Tem-se um gira-discos, uma vassoura, um micro-ondas. Um livro não tem valor se não for utilizado. O texto, se calhar, nem sequer existe se não for lido.

Apetece-me dizer aos pais que não é preciso darem livros aos filhos. Basta levá-los pela mão através do bosque da leitura. Com um livro na mão, claro, mas sobretudo com as palavras no coração.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

MONTEMOR-O-VELHO



Na Biblioteca Escolar Dr. José dos Santos Bessa - Carapinheira, Montemor-o-Velho.

Por todo o país, muitos professores estão a fazer um trabalho notável nas Bibliotecas Escolares.

Não tenho dúvida de que em alguns níveis de ensino (2º e 3º Ciclos especialmente) é indispensável criar tempos no currículo apenas dedicados à leitura e à leitura partilhada (Clubes ou Comunidades de Leitura).

Também não tenho dúvidas de que a batalha pela promoção da leitura não é função apenas dos professores do 1º Ciclo e dos professores de Português. Tem de ser de todos os Porfessores. Porque sem hábitos sólidos de leitura não há hábitos de estudo seja em que dsciplina for.

Não tenho dúvidas ainda de que é fundamental envolver e empenhar os pais na batalha pela leitura e a altura melhor para estabelecer uma teia de cumplicidade entre a família e a escola nesse campo será, sem dúvida na Pré-Escolar e no 1º Ciclo onde é mais óbvio que a leitura é também um laço de afecto que une pais e filhos.

Por fim, não tenho dúvidas de que não se pode promover a leitura se não se tiver hábitos de leitura. É preciso que os professores leiam e aprendam a crescer através da leitura. Quem não tem a paixão da leitura tem tendência a refugiar-se na análise e, pessoalmente, não creio que, de uma forma geral, a análise conduza à paixão de ler. Estou convencido, no entanto, que a paixão de ler pode conduzir a uma análise muito mais funda e eficaz.

E a desculpa de que é preciso cumprir o programa já está um bocadinho esfiapada nos cotovelos... O programa pode dar-se de muitas maneiras... Ou não pode?

domingo, 10 de maio de 2009

JÚLIO PEGO



Não são muitos os amigos que nos acompanham toda a a vida. Tenho a sorte de contar com alguns. daqueles amigos mesmo amigos. Do fundo do osso. Capazes de vir a correr quando a vida nos faz encalhar num canto qualquer.

Um desses meus amigos é o Júlio Pego. Conhecemo-nos há, pelo menos, 40 anos. Temos muitas memórias e aventuras comuns. As do antes e as do depois de Abril de 74. Partilhamos uma fraterna amizade que não só não se esgota como tem crescido ao longo da vida.

O Júlio é médico psiquiatra. E, de há uns anos para cá, dedicou-se às artes plásticas. Primeiro a pintura, depois escultura.

Eu que continuo a achar que a completude da vida só se cumpre caminhando pelos trilhos da arte e da poesia tenho seguido esta aventura do Júlio que me parece um exemplo para todos os que pretendam crescer seja em que idade for.

E já agora, vale a pena visitar de vez em quando o seu blog:
http://www.psicoarte-psicoarte.blogspot.com/




(Exposição de esculturas do Júlio no Convento de Tomar em Setembro de 2007)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

JOAQUIM MESTRE



Joaquim Mestre é um nome conhecido e admirado por toda a gente que vive à volta dos livros, das bibliotecas e da aventura ainda titubeante mas já tão calorosa que é o esforço pela promoção do livro e da leitura.

Escritor e director da Biblioteca Municipal de Beja, Joaquim Mestre morreu de cancro aos 54 anos, na noite de domingo.

Exercia as funções de Chefe da Divisão de Bibliotecas e Museus na Câmara Municipal de Beja e foi, segundo responsáveis do município, um dos grandes impulsionadores do novo conceito de biblioteca que surgiu em Beja no início dos anos 1990.

Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e pós-graduado em Ciências Documentais, o escritor foi galardoado no ano passado pela colectânea de contos «Breviário das Almas» (Oficina do Livro) com o Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca, instituído pela Câmara de Santiago do Cacém.

Não tive o prazer de conviver com ele. Ter-nos-emos cruzado algum dia nas esquinas da vida e dos livro. É possível. Mas não estou certo. Tinha por ele um imenso respeito e admiração. Pertenci ao júri do Prémio Manuel da Fonseca que o atribuiu à sua última obra, o «Breviário das Almas». Fico feliz por supôr que isso lhe tenha trazido alguma satisfação ou contentamento. É um belo livro com uma escrita poética e densa que merece muito ser lido.

Os livros das nossas queridas bibliotecas vão certamente abrir as suas páginas para deixar passar o Joaquim Mestre com honra e agradecimento.

terça-feira, 5 de maio de 2009

O SEU A SEU DONO




Mão amiga fez-me um reparo. A excelente fotografia que publico acima e que identifiquei como sendo do grande Henri Bresson é afinal da autoria de Martine Franck.

Aqui fica a correcção. Nesta coisa de autorias faço muita questão de dar o seu a seu dono.

A informação errada veio-me de algum site na net. Mas temos de ter atenção porque, de facto, a net é ainda um instrumento bastante tosco. Está cheio de incorrecções, imprecisões, pequenas e grandes falsidades.

É preciso cuidado.

E já agora aqui vai o endereço do magnífico site da Agência de fotografia Magnum, fundada por Henri Bresson e onde está incluído o portfolio de Martine Franck.

http://www.magnumphotos.com

domingo, 3 de maio de 2009

MUSEU DA CHAPELARIA



Em S. João da Madeira está um dos museus mais deliciosos que conheci: o MUSEU DA CHAPELARIA.

Era uma fábrica. A mais importante fábrica de chapéus do mundo. Foi magnificamente transformada em Museu e é dirigido com brilho pela drª Suzana Meneses.

O sr. Méssio é o guia que nos leva de máquina em máquina e de memória e memória. Trabalhou ali desde os 10 anos de idade. Só podia receber salário a partir dos 12. Mas foi trabalhar sem salário para garantir o lugar. O trabalho fazia falta e um operário chapeleiro era alguém nesse tempo.

O sr. Méssio tem agora à volta de 80. Foi ele o último a fechar a porta da fábrica. Foi o primeiro a entrar no Museu.

A sua humanidade, a ternura e graça com que conta as suas histórias fazem-nos emocionar quando, por exemplo, nos mostra a máquina de lixas de pele de tubarão que alisava o feltro dos chapéus e cortava dedos a muitos operários.

Mas o sr. que trabalhou 40 anos com essa máquina e nunca ficou sem dedos. Tinha um truque, diz ele. De manhã dizia bom dia à máquina e ao fim do dia agradecia-lhe poder voltar a casa com os dedos inteiros.

O Museu ainda tem deliciosa colecção de chapéus, um excelente serviço educativo com oficinas diversas, e um restaurante sofisticado,onde se come muito bem.

S. João da Madeira é a terra dos sapatos e dos chapéus. E sabe preservar o passado dessas importantes indústrias e da vida dos seus operários.

Caros amigos,

o que é que querem mais?

Quando passarem por ali vão lá visitá-lo. Garanto que vale a pena. E já agora, dêem cumprimentos meus ao sr. Méssio.

sábado, 2 de maio de 2009

CAFÉ CON LIBROS

"SE EU TIVESSE DE COMEÇAR A LER HOJE , ESTARIA NECESSARIAMENTE LIMITADO POR ESSAS PILHAS DE NOVELAS PSEUDO-HISTÓRICAS, PSEUDO-MÍSTICAS, CONFESSIONAIS, ESSES GÉNEROS CRIADOS COM O OBJECTIVO DE O LEITOR ACREDITAR QUE NÃO É SUFICIENTEMENTE INTELIGENTE PARA LER COISAS MAIS PROFUNDAS"

ALBERTO MANGUEL

(Expresso, 10.4.09)

sexta-feira, 1 de maio de 2009

SACCO e VANZETTI

Nicola Sacco (Torremaggiore, 22 de abril de 1891 — Charlestown, 23 de agosto 1927) e Bartolomeo Vanzetti (Villafalletto, 11 de junho de 1888 — Charlestown, 23 de agosto 1927) foram dois anarquistas italianos presos, processados, julgados e condenados nos Estados Unidos da América nos anos vinte, sob a acusação de homicídio de um contador e de um guarda de uma fábrica de sapatos. Sobre sua culpa houve muitas dúvidas já à época dos acontecimentos.



(Música: Ennio Morricone, voz: Joan Baez)

Não foram absolvidos nem mesmo depois de um outro homem ter admitido em 1925 a autoria dos crimes. Foram condenados à pena capital e executados por eletrocução em 23 de agosto de 1927.

domingo, 26 de abril de 2009

JOÃO FANHA & RAQUEL SANTOS

Diz-se que filho de peixe sabe nadar. Neste caso poderia dizer que filho de peixe sabe dançar. Pai e filho, sofremos de mal idêntico: vamos fazendo não sei quantas coisas ao mesmo tempo e ainda queríamos fazer mais outras tantas.

E com o João está a Raquel que é a minha nora preferida e dado ser a única nora, acumula ser única e ser a preferida.

Aqui estão eles. E a seguir, pelas suas palavras, as coisas muito boas que fazem e põem os outros a fazer.





JOÃO FANHA e RAQUEL SANTOS

Somos dois Artistas Plásticos e Professores de Dança e temos vindo a desenvolver há vários anos um trabalho com crianças e jovens em áreas tão distintas, e ao mesmo tempo complementares, como a Ilustração, o Desenho, a Criatividade, a Magia ou a Dança. Propômos o nosso projecto de ateliers artísticos para escolas ou bibliotecas, que pode adquirir uma das seguintes configurações:

1. Desenho e jogos visuais
2. Leitura e ilustração
3. Oficina de criatividade (leitura, criação de um conto, ilustração e magia)
4. Dança criativa e dança a par (Funk, Boogie Woogy, Salsa, Boogaloo e outras)

-As sessões podem ter 1 hora e 30 minutos ou 3 horas e poder-se-ão repetir ao longo de um período determinado (ex: 2 sábados ou 3 dias seguidos)
-O número de crianças não deverá exceder as 20 para 1 professor e as 30 para os 2
-As crianças deverão estar agrupadas preferencialmente em grupos de idade dos 4 aos 7, dos 8 aos 11 e dos 12 aos 15

Criámos este ano a nossa escola de dança e oficina de criatividade Estúdio 8. Por esse facto estamos também disponíveis para organizar exibições, workshops ou animações de várias danças para público de várias idades.

Contactos:

João Fanha - 938 627 184

joaofanha80@gmail.com

EB 1 de SANDOMIL

Sandomil, Conselho de Seia, EB1, num vale belíssimo, com a Primavera a querer fazer esquecer o Inverno que nos tem deixado o nariz a pingar.

Nós sabemos como uma certa economia se sobrepõe à respiração profunda da humanidade. Mas enquanto os seus desígnios não obrigam os governos a estragar ainda mais do que já fizeram, é tão bom encontrar aqui e ali escolas como esta, lá no sítio onde os meninos falam com voz de passarinho.



De um lado...



E do outro.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

OS VAMPIROS



Há canções que se aguentam assim, vivas e revivas através dos tempos.

Os muros caíram. As ideologias morreram, dizem. O ultra-liberalismo tomou conta de tudo e deixou-se ir ao fundo gloriosamente.

O futuro não sabemos qual será. Apenas sabemos que de um lado estará sempre a liberdade, a solidariedade, a fraternidade, a capacidade de sonhar e criar. E do outro... OS VAMPIROS.

VIVA O LIVRO!



O Dia Mundial do Livro foi ontem mas ainda vai a tempo´lembrar. Vai sempre a tempo. Viva o livro! Books forever! Como os campos de morangos dos Beatles. Para sempre!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

SEIA



Esta teve graça...

Na E23 Dr. Guilherme Correia de Carvalho, onde a Gina Mendes faz um grande trabalho na Biblioteca Escolar (como, apesar de inquietos com o seu futuro, muitos professores fazem pelas bibliotecas escolares um pouco por todo o país).


segunda-feira, 20 de abril de 2009

SOL NEGRO




Sai esta semana. É o segundo volume da série "Os 4 cavaleiros" que estou a escrever com a minha amiga Luísa Beltrão.

O priumeiro chamava-se "Missão em Happy-Cosmos".

Destina-se a jovens. Talvez dos 12 aos 17. Mais ou menos. Porque nisto de leituras nunca sabemos exactamente as idades dos leitores que se deixam embarcar. Alguns mais novos, alguns mais velhos...

A história conta a segunda viagem iniciática de 4 jovens que, descobrem que as palavras estão a ser apagadas dos livros e transformadas em pó por uma entidade misteriosa: o SOL NEGRO e os seus servidores.

A linguagem está a ser reduzida a poucas palavras, as pessoas estão a deirxar de usar muitas palavras, e o resultado será o caos e a incomunicabilidade se ninguém fizer nada contra isso.

Os 4, sagrados Cavaleiros da Ordem dos Guardiões das Palavras, são incumbidos da missão de salvar as palavras. essa missão vai levá-los a atravessar mundos inimaginados e a defrontar as mais temíveis faces do Mal.

Irão conhecer Ecrãville, o desfiladeiro do Eco, a caverna de Platão e o terrível mundo dominado pelo SOL NEGRO. Serão ajudados por personagens muito especiais como Popov, o varredor de palavras, Pablo, o mineiro de palavras e pelo amigo chamado Amigo que já tinham conhecido em Happy-Cosmos.

E mais não conto. O livro deu-nos um gozo especial a escrever. Espero que esse gozo passe para quem o venha a ler.

domingo, 19 de abril de 2009

ADRIANA



Acaba de lançar um disco de Jazz. Chama-se ADRIANA e o disco também Tem 25 anos e estudou durante 7 nos EUA. Lembro-me de a ver com 4 ou 5 anos a correr pela casa do pai, agora babado: o meu querido amigo Zé Duarte. Esse mesmo, o do Jazz. Filha de peixe...

Vou comprar o disco a correr. Depois digo.

sábado, 18 de abril de 2009

FESTA DA VOZ



Já acabou mas só agora é que tenho material para falar desta notável inciativa do Professor Mário Andreia, meu querido amigo e entusiasta da ligação indispensável entre arte e ciência.

O Dia Mundial foi comemorado a 16 de Abril. A FESTA DA VOZ foi hoje.

O programa foi fantásdtico. Um dia inteiro de woprkshops e espectáculos em que se falou e se fez quase tudo o que a voz permite. Não dá para falar de todos os participantes que foram imensos.


Andei por lá porque também faço da voz a minha forma de estar vivo e sei que preciso de ser amigo dela para que ela seja minha amiga.

Foi bom. Muito bom. Para o ano há mais. E espero que a propaganda permita levar ainda mais público a uma jornada entusiasmante e cheia de actividades notáveis.

terça-feira, 14 de abril de 2009

DE QUE É QUE FALAMOS QUANDO FALAMOS DE LEITURA?


Pergunto-me por vezes de que é que falamos quando falamos de leitura?

Competência de leitura? Hábito de leitura?

E porque é que lemos?

Por aprendizagem? Estudo? Informação? Entretenimento? Urgência? Transcendência?

Lê-se para saber como é que a história acaba?

Ou para, através da leitura de um livro, construirmos a história da nossa vida?

Lê-se para passar o tempo? Para nos mantermos vivos? Para tremer de medo e rir até às lágrimas?

Ou para encontrar um parágrafo ou uma frase única como a de Fernando Assis Pacheco quando escreveu:

"UM HOMEM TEM DE VIVER COM UM PÉ NA PRIMAVERA"

domingo, 12 de abril de 2009

ESTRANGEIROS QUE ESTAVAM A LER


(Corto Maltese)


A citação que se segue é tirada de um romance que não me entusiasmou excessivamente do jovem siciliano Ottavio Cappellani, “Quem é Lou Sciortino?”

“Na praia de Marzamemi dois turistas estão a ler, sentados nas espreguiçadeiras. Percebe-se que são turistas porque estão a ler.”


Mesmo um livro não nos toque profundamente pode ter alguma coisa importante numa página perdida ao fundo de um capítulo sombrio. Foi o caso. Quando li a frase citada pensei: "Isto podia ter sido escrito por um português..."

Depois, experimentei perguntar o seguinte em várias escolas e bibliotecas: "Temos dois homens numa esplanada. Um lê um livro. O outro apenas apanha sol e bebe uma cerveja. Um é português e o outro é estrangeiro. Qual é o português e qual é o estrangeiro?"

A resposta foi sempre, sempre a mesma: o português é o que não está a ler.

Isto é particularmente angustiante. Não só somos o país de Europa que menos lê como temos de nós próprios a imagem de pessoas que não lêem.

Os que trabalham neste campo, nas queridas Bibliotecas Municipais e Escolares, fazem das tripas coração e, apaixonadamente, inventam mil e uma maneiras de promover o livro e a leitura.

Mas há tanto, tanto a fazer neste campo! Todas as iniciativas são boas. E é fundamental que a urgência da luta contra a iliteracia seja inscrita nas urgências económicas, políticas e culturais deste país.



(Numa biblioteca em França)

sábado, 11 de abril de 2009

MEMÓRIAS SORRIDENTES



1996 - Prestando homenagem ao Pedro Osório - Napoleão a bordo de um veleiro nos fiordes da Noruega durante o Euro-Festival.



1995 - Com o actor brasileiro Agildo Ribeiro durante as filmagens do programa "Isto é o Aguildo", em que alguns textos eram originais meus, outros adaptados de programas do Agildo no Brasil. A produção era da CCA para a RTP.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

POESIA EM S. JOÃO DA MADEIRA




No Dia Mundial da Poesia, no auditório dos Paços da Cultura em S. João da Madeira, integrado na 7ª edição da Poesia à Mesa, um encontro mágico entre três amigos à volta da poesia.

O grande e querido Ruy de Carvalho. O Rão Kyao, meu companheiro de várias andanças, entre as quais as de camaradas de Colégio Militar nos idos dos anos 6o. E eu que fiz de pivot de uma conversa excepcionalmente calorosa que, além de um vaguear por histórias e memórias, como não podia deixar de ser, meteu música e muita poesia.






Com o Ruy num momento muito emocionante em que, juntos, dissemos a "Cantiga partindo-se" de João Ruiz de Castelo Branco.

terça-feira, 7 de abril de 2009

READING STARS

Cada vez mais a promoção da leitura tem de ser encarada como uma luta civilizacional.

Somos o país que menos lê na Europa apesar de alguns autores se venderem muito. E digo "venderem muito" porque não estou seguro de que vender mais livros corresponda necessariamente a mais leitura ou a mais leitores.

Tem-se feito muito pela leitura em Portugal mas o atraso é enorme e vale a pena aprender com os projectos inovadores de países onde se lê muito mais que aqui e se pretende que se leia muito mais ainda.

Há projectos magníficos nos EUA, na Austrália, na Finlândia, Singapura, em França, Espanha... E este que nos chega agora de Inglaterra.

Com a devida vénia, a notícia é tirada da edição on-line do Jornal A Bola.




HILÁRIO PROMOVE CAMPANHA A FAVOR DA LEITURA

O guarda-redes do Chelsea, ao lado de mais 10 colegas, entre os quais o internacional inglês David James, Brad Friedel (Aston Villa), Mark Schwarzer (Fullam), integra a campanha “Reading Star” que tem como objectivo levar as famílias a lerem mais livros.

Hilário reconheceu que criar hábitos de leitura é algo importante e que tem tentado transmitir essa ideia aos seus filhos: “Leio sempre para os meus dois filhos e acho que esta iniciativa é boa para os fazer ler. É muito importante para as crianças estarem interessadas na leitura desde cedo.”

Cada Clube da Premier League escolhe um jogador que é o campeão da leitura e depois ele irá escolher o melhor livro para crianças e adultos com o intuito de criar uma lista dos melhores 20 livros.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

A CANTAR



(Casa Milá)

"Visitei quase todas as obras (de Gaudi) em barcelona e apercebi-me de que aquilo que para mim era escultura era feito com portas, punhos de porta, rodapés... Aquilo tinha tudo o que tinha a minha casa. Simplesmente era a cantar."

Álvaro Siza Vieira, O Público, 05.04.09

Parece-me que a grande arte deve ser sempre assim: a cantar.

domingo, 5 de abril de 2009

LUANDA COZETTI - COUPLE COFFEE



A filha do Alípio veio viver para Portugal com o seu companheiro, o baixista Norton. Formaram os COUPLE COFFE.

Aqui a filha canta o pai na canção do Zeca, acompanhada pelo Júlio Pereira.

sábado, 4 de abril de 2009

ALÍPIO DE FREITAS



Ouvi falar do Alípio através de uma canção do Zeca Afonso. Nascido em Bragança, padre no Brasil, juntou-se à luta revolucionária dos camponeses sem terra. Esteve preso 10 anos. 5 de tortura diária.

Em Portugal, a partir do 25 de Abril, participei em inúmeras sessões de apoio aos preseos políticos brasileiros e, especialmente, exigindo a libertação de Alípio de Freitas.

O Alípio para mim era um mito. Com a democracia, voltou a Portugal, foi jornalista e professor universitário. Encontrei-o e tornámo-nos amigos do fundo do coração. A sua generosidade, a sua clarividência tranquila, e a dignidade discreta, e a bondade natural, e o seu sentido de solidariedade são exemplos de vida para qualquer um. E em primeiro lugar para mim.

Fez 80 anos há cerca de um mês. Juntei-me a muitos outros amigos para comemorar com ele. Com orgulho no grande abraço que lhe demos.

Viva Alipio!


A letra da canção do Zeca fica aqui:


Baía de Guanabara
Santa Cruz na fortaleza
Está preso Alípio de Freitas
Homem de grande firmeza

Em Maio de mil setenta
Numa casa clandestina
Com campanheira e a filha
Caiu nas garras da CIA

Diz Alípio à nossa gente:
"Quero que saibam aí
Que no Brasil já morreram
Na tortura mais de mil

Ao lado dos explorados
No combate à opressão
Não me importa que me matem
Outros amigos virão"

Lá no sertão nordestino
Terra de tanta pobreza
Com Francisco Julião
Forma as ligas camponesas
Na prisão de Tiradentes
Depois da greve da fome
Em mais de cinco masmorras
Não há tortura que o dome


Fascistas da mesma igualha
(Ao tempo Carlos Lacerda)
Sabei que o povo não falha
Seja aqui ou outra terra


Em Santa Cruz há um monstro
(Só não vê quem não tem vista
Deu sete voltas à terra
Chamaram-lhe imperialista


Baía da Guanabara
Santa Cruz na fortaleza
Está preso Alípio de Freitas
Homem de grande firmeza

José Afonso

quinta-feira, 2 de abril de 2009

S. JOÃO DA MADEIRA



Na EB1 de Parrinho durante a magnífica iniciativa da Câmara Municipal intitulada "POESIA À MESA".

ÉVORA



Na EB23 André de Resende em Évora onde a Câmara Municipal tem em andamento um magnífico projecto de incentivo à leitura intitulado "A fada palavrinha e o gigante das bibliotecas".

terça-feira, 31 de março de 2009

TERTÚLIA SINTRENSE



Por iniciativa do Prof. Fernando Seara tenho organizado as sessões da TERTÚLIA SINTRENSE que, em jantares mensais, tem percorrido alguns dos principais restaurantes de Sintra.

Em cada sessão há um convidado para conversar sobre tudo e mais alguma coisa. Já pudemos contar com belíssimos serões à conversa com o dr. Laborinho Lúcio, a actriz Maria do Céu Guerra, o jornalista Nicolau Santos, o cantor Carlos Mendes. O último foi o escritor Mário Zambujal no restaurante "Adega Regional".

O próximo jantar será no dia 20 de Abril no restaurante "Tacho Real". O convidado é o Rúben Carvalho.

O custo do jantar ronda entre 15 e 20 €. As inscrições podem se feitas para o mail: martacastelobranco@gmail.com

segunda-feira, 30 de março de 2009

QUINTA DA BOAVISTA - MELEÇAS

Sábado passado, o Centro Social da Quinta da Boavista em Meleças fez 34 anos.

Nas paredes da sala dos 5 anos dei com estas respostas a uma pergunta que não sei qual é mas facilmente sou capaz de adivinhar. As crianças dão provas, por vezes, de uma imensa sabedoria. Ora vejam lá:


"NAS HISTÓRIAS, AS PALAVRAS VÃO A DIREITO"

David

"OS POEMAS PARECE QUE ESTÃO EM PÉ"

Rúben

"OS POEMAS ESTÃO DO LADO ESQUERDO E AS PALAVRAS DAS HISTÓRIAS ESTÃO EM BAIXO DOS DESENHOS"

Diogo

"OS POEMAS FALAM DE AMOR"

David

domingo, 29 de março de 2009

RELATO ECOLOGICAMENTE INCORRETO




Da minha querida amiga Licínia Quitério recebi o seguinte relato que merece ser transcrito pela sua altíssima índole desarrumadora de banalidades aceites pelo vulgo e mesmo por algum in-vulgo.



Relato ecologicamente incorrecto:

Já podes acender a luz. O apagão já lá vai. A minha vizinha da frente cumpriu o apagão e, quando se levantou para ir à janela ver o que deixaria de ter sido visível, esbarrou com uma perna numa cadeira, deu um grito que assustou a bichana que por sua vez deu um miado horrível e trepou para o psiché, derrubando aquele espelhinho de moldura de prata com amores perfeitos que se fez em cacos. Tal foi a aflição que a senhora conseguiu finalmente chegar à janela e gritar. Salvem o planeta, mas, para a próxima, façam o apagão em pleno dia. Ainda hoje anda bastante nervosa. E a canela (da perna) tem cá um hematoma da cor da noite escura.

Eu estou bem. Passei o apagão a gastar energia para assistir, pela televisão, ao desaparecimento dos maiores monumentos do mundo. Foi emocionante. Vou tentar um efeito semelhante com o Photoshop.


Bom Domingo e até ao próximo movimento apagacional.

Beijinhos.

Licínia


O blog da Licínia é http://sitiopoema.blogspot.com/

A imagem vem de lá.

SER OU NÃO SER BRUXA




APORTA

Início do Capítulo 10:

"Um dia, a minha mãe ficou muito surpreendida quando reparou que a Bruxonauta estava há que tempos encostada à ombreira da porta, tristonha, cabisbaixa, a suspirar.

- Ó menina Bruxonauta, nunca a vi assim... O que é que tem?

- Estou triste... Muito triste...

- Se calhar precisa de chorar... - disse o meu pai que só queria ajudar mas parece que ainda pôs tudo pior.

- Não me falem em chorar senão eu choro!

A bruxonauta nem parecia a mesma. A minha mãe sentou-a no sofá e até a despenteou um bocadinho o cabelo a ver se a animava. Mas qual quê!

- Vá lá. Desabafe. O que é que a pôs assim?

De dentes cerrados e olhos postos no chão, lá se resolveu a explicar-se.

- Estou farta de ser bruxa!

- Essa agora! Quem havia de imaginar? A menina, que é a bruxa mais simpática que eu conheço - exclamou o meu pai como se conhecesse mais alguma.

- Mas eu não quero ser Bruxa. A minha avó foi bruxa, a minha mãe também, mas eu não quero!. Não quero! Já disse!

A minha mãe olhou-a como se através dela pudesse ver o mundo inteiro.

- Cada um tem o seu destino. Contra isso não podemos fazer nada...

O meu pai deitou o rabo do olho para a vassoura electrónica da Bruonauta cheio de vontade de dar uma voltinha.

- É assim tão mau ser bruxa?

- É horroroso! O qu eu queria era ser astronauta. - os olhos até lhe brilharam - ser astronauta, isso é que é vida!"

quarta-feira, 25 de março de 2009

MONTES DE ALVOR



Com os meninos e a professora Ana Duarte na Biblioteca escolar da EB1 de Montes de Alvor.

É verdadeiramente excepcional o trabalho de promoção da leitura que alguns professores estão a fazer nas Bibliotecas Escolares.

É igualmente excepcional o apoio que algumas Bibliotecas Municipais dão a este esforço.

Neste caso é a Biblioteca de Portimão que, como tantas outras queridas bibliotecas, trabalha intensa e alegremente para um futuro que tem de passar pela leitura e por tudo o que a leitura nos traz: capacidade de nos conhecermos melhor a nós próprios, de conhecermos e dialogarmos melhor com a diversidade do mundo, de nos tornarmos melhores cidadãos.

domingo, 22 de março de 2009

PINGA O PINGO


PINGA O PINGO

Pinga o pingo da torneira
Pinga pinga
Pinga o pingo
Que amanhã já é domingo
E depois segunda feira
Pinga o pingo da torneira
na banheira
terça feira
quarta feira
Pinga de toda a maneira
quinta feira
sexta feira
Falta pouco p’ra domingo
Pinga o pingo
Pinga pinga
Pinga o pingo da torneira.

José Fanha

(do livro a sair em breve "CANTIGAS E CANTIGOS PARA FORMIGAS E FORMIGOS")

sábado, 21 de março de 2009

POESIA Á MESA



A "POESIA À MESA" é uma bela organização da Câmara Municipal de S. João da Madeira. Ocupa todos os anos a semana do Dia Mundial da Poesia. Leva poesia à escola, aos restaurantes e, na sexta-feira de cada uma destas sextas-feiras, aos bares nocturnos.

É uma festa bonita e calorosa.

Aqyui ficam algumas imagens desta festa nos últimos anos.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Outra vez "A PORTA"



E cá está de novo, 19 anos depois, "A porta".

É uma nova roupa que a veste mas releio e continuo a achar que é o melhor texto que fiz na minha vida.

As ilustrações e grafismo são da Mónica Cid que fez do livro um objecto caloroso que apetece ter na mão.

Deve estar à venda no início de Abril.

Para lá daquela porta, os pais do narrador virão a descobrir um mundo estranho, talvez mágico, talvez diferente do nosso. A pouco e pouco vão conhecendo os vizinhos que vivem do outro lado da porta. São pessoas muito invulgares.

O Grande Espinafre que tem uma horta onde pode plantar tudo, parafusos, macarrão, peixe cozido ou mesmo cenouras.

O engenheiro Francisco Parafuso que tem horror a que as coisas mudem de lugar e procura aparafusar tudo ao tecto, ao chão, às paredes para que nada mude. Chega mesmo a aparafusar os ponteiros ao relógio e os sapatos do pai do narrador ao chão.

Há também a Princesa Princezinha, que vive no mundo dos sonhos e das fábulas, e que sonha, naturalmenmte vir a casar com um Príncipe Encantado quando tiver coragem de atravessar o Bosque de Todos os Medos.

Finalmente temos a Bruxonauta, bruxa falhada que sonha vir a ser astronauta.