Uma escola de que eu já sou visita habitual, amigo, padrinho, como desta menina que ganhou um prémio de leitura.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
EB 23 PADRE VÍTOR MELÍCIAS
Uma escola de que eu já sou visita habitual, amigo, padrinho, como desta menina que ganhou um prémio de leitura.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
ÓSCAR O CAMALEÃO

O meu amigo Joaquim de Almeida, meteu-se há um tempo atrás a escrever em conjunto com o John Frey a história de Óscar o Camaleão. O João Ramos, também violinista, fez asdeliciosas ilustrações. O Fernando Pereira da "Taverna dos Trovadores" em S. Pedro de Sintra e do grupo de música portuguesa "Real Companhia" editou.
A coisa resultou. E bem. Todos se divertiram e já vai na segunda história: "Óscar no teatro".
O Óscar é um camaleão brincalhão e traquinas que faz das suas na escola e o professor, uma tartaruga muito séria e severa, expulsa-o da escola.
E aqui começa uma aventura em que Óscar, sentindo-se perdido, vai pelo mundo cruzando-se com forrmigas, gatos e gafanhotos, coelhos, gansos e raposas vermelhas, e tudo acaba no palco de um teatro onde o simpático Camaleão reencontra um lugar na vida para si.
O Óscar não anda pelas livrarias. Quem o quiser tem de falar com o Fernando Pereira da "Taverna dos Trovadores". Vale a pena ir lá almoçar ou jantar, a propósito. O telm é: 967050536.
domingo, 31 de janeiro de 2010
O HOMEM É SAGRADO
A música e a cultura são a única porta que podemos ainda utilizar (para o diálogo entre homens e culturas); todas as outras - políticas, sociais, violentas - foram um fracasso.

Quando se desenvolve apenas a capacidade de desfrutar da parte estética, termina-se em Aushwitz. O comandante nazi que desfrutava a ouvir tocar Mozart aos seus prisioneiros fruía muito da parte estética da música. Mas a sua dimensão espiritual estava a zero, tal como a sua sensibilidade e o seu humanismo. É muito importante não separar nunca o desfrute da beleza da parte estética de uma obra, da sua dimensão espiritual que é o que dá sentido a tudo. O sentido do sacro - que não significa necessariamente religioso - é que o homem é sagrado, as palavras são sagradas, porque são algo essencial que não podemos perverter. Se utilizamos apenas a beleza estamos a perverter, a utilizar algo somente exterior e superficial. Esse é o princípio da decadência.
erter
(Entrevista de Jordi Savall no "Y", Público, 29/01/10)

Quando se desenvolve apenas a capacidade de desfrutar da parte estética, termina-se em Aushwitz. O comandante nazi que desfrutava a ouvir tocar Mozart aos seus prisioneiros fruía muito da parte estética da música. Mas a sua dimensão espiritual estava a zero, tal como a sua sensibilidade e o seu humanismo. É muito importante não separar nunca o desfrute da beleza da parte estética de uma obra, da sua dimensão espiritual que é o que dá sentido a tudo. O sentido do sacro - que não significa necessariamente religioso - é que o homem é sagrado, as palavras são sagradas, porque são algo essencial que não podemos perverter. Se utilizamos apenas a beleza estamos a perverter, a utilizar algo somente exterior e superficial. Esse é o princípio da decadência.
erter
(Entrevista de Jordi Savall no "Y", Público, 29/01/10)
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
HISTÓRIAS, HISTÓRIAS, HISTÓRIAS

Gosto de pessoas que se multiplicam e fazem muitas coisas ao mesmo tempo e arriscam novas aventuras, novas formas de expressão, novos caminhos para se relacionarem com o mundo e com os outros.
É o caso da Isabel Stilwelll com quem tive o prazer de conversar demoradamente num jantar da Tertúlia Sintrense.
Jornalista, actualmente directora do "Destak", com presença em programas de televisão, parceira do dr. Eduardo Sá no belíssimo programa "Os dias do avesso" na Antena 1, romancista de sucesso e, também, escritora de histórias para crianças.
Não conhecia estas histórias. Mea culpa. São três livros com o mesmo tírulo: "Histórias para contar em minuto e meio". Escritas em conjunto com os filhos Madalena e Francisco.
Resultaram da imensa vontade, necessidade até, que a Iabel tem de contar histórias e de ouvir contar histórias, até porque os filhos lhe devolvem esse prazer onde se forjam os grandes laços do imaginário e do mais belo e sólido afecto.
Há mulheres assim, que têm uma actividade profissional intensa (e de sucesso) sem se despirem da ternura, do sorriso, da família.
E é às famílias que estas histórias se destinam. Histórias para os pais contarem aos filhos e para os filhos contarem aos pais. Histórias para várias ocasiões. Histórias muito divertidas e que já comecei a contar às minhas filhas que já vão entrando na adolescência mas também fazem das palavras uma paixão partilhada.
Caros amigos, peguem nestes livros e contem-nas aos filhos, aos pais, ou seja a quem for. Garanto que vão divertir-se.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
EB23 JOÃO AFONSO DE AVEIRO

Há escolas especiais. E esta é uma delas. Um ambiente fantástico onde fui recebuido com uma ternura sem par pela Isabel Ribeiro e pelo Tiago Carvalho, meu aluno em Loures na Escola Secundária José Afonso, há uns vinte anos e mais qualquer coisita, e que agora é web designer e professor de Educação Visual.
Não há palavras para falar do acolhimento que tive. Pela organização, pelo entusiasmo, pelas duas horas(duas horas sem arredar pé!) em que disse poesia, contei histórias e conversei com meninos do 5º e 6º ano.

E houve música magnífica por alunos do Conservvatorio de Aveiro. E um jantar com professores onda a poesia se sentou à mesa e se alimentou de sorrisos e boa disposição até à meia noite.
domingo, 24 de janeiro de 2010
EU SOU PORTUGUÊS AQUI... EM MACAU
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
O LIVRO NEGRO DAS CORES
"Todas as páginas são negras, como as vê o Tomás, o texto está na página esquerda encimado por braille. Na página direita, as ilustrações, em negro e com simples imagens em relevo para os olhos dos que vêem ou para quem o lê de olhos fechados.
Uma obra repleta de beleza, delicadeza e ternura, premiada na Feira de Bolonha em 2007."
Nicolás Santoveña, Revista Peonza
(Enviado pela minha querida amiga Jacqueline Duarte. Obrigado.)
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
EB23 DE EIRZ, PAÇOS DE FERREIRA
Tenho de me penitenciar perante a professora Diamantina e os alunos da EB23 de Eiriz, Paços de Ferreira. Publiquei uma fotografia a dizer que era EB23 de Penafiel.
Os alunos de Eiriz ficaram tristes. E com razão. Aqui fica a correcção e mais uma fotografia tirada pela própria professora Diamantina.
Beijos e abraços para todos. E muitas, muitas, muitas leituras.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
NA E23 de PENAFIEL nº 2 COM A LIVRARIA GRIFFUS

Ando atrasado com a publicação de registos da peregrinação que vou fazendação por escolas e bibliotecas.
Não creio que seja um acto de narcisismo. Também será. mas não muito grave. Trata-se muito mais de um fio que tenta improvavelmente fazer perdurar momentos de emoção que me uniram a meninos, jovens e professores a quem eventualmente ajudei a acreditar na festa que pode ser a leitura e a partilha da leitura de histórias e poesia.
É fantástico ver a alegria de muitos dos professores que trabalham nas Bibliotecas Escolares como é o caso da Diamantina aqui em Penafiel. São estes professores que nos fazem acreditar que para além (e talvez apesar) de todos os planos, e reformas e acordos e avaliações, a leitura é uma batalha que pode ser ganha.
Aqui, em Penafiel e Paredes, fui acompanhado pela Livraria GRIFFUS de Paredes, uma linda aventura da Susana e do Vasco, e uma forma de resistência que rouba o livro à esfera das vendas anónimas de supermercado para o tornar num meio de relação entre pessoas que gostavam de ser pessoas e voar pelas palavras como foi prometido ao ser humano.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
UMA QUESTÃO DE CABELO...?
Dos 10 aos 17 anos cresci no Colégio Militar com algumas desvantagens e muitas vantagens.
Uma das desvantagens foi o cabelo sempre cortadinho rente. A farda era até um orgulho. Mas o cabelo... Uns milímetros apenas. Coisa que a partir dos 12/13 anos começou a incomodar-me a mim e a muitos dos meus companheiros.
É que lá fora começava a moda dos cabelos compridos. Beatles, Stones, Dylan, os hippies, os estudantes do Maio de Paris...

(O poeta beat americano Allen Guinsberg)
Nós carequinhas e, nos outros países (França, Inglaterra, Irália, Alemanha, States), o pessoal todo feliz com o cabelo pelos ombros e flores no cabelo, e make love not war e... Tudo aquilo era uma grande festa do amor, da liberdade de irreverência, de revolta, de poesia, de pura e fantástica juventude.
Mal saí do Colégio e entrei para as Belas Artes para estudar arquitectura, o cabelo começou a despedir-se da tesoura do barbeiro e pocurei seguir o exemplo de vários dos cantores pop e rock da época.
O exemplo mais forte foi o de Léo Ferré, magnífico poeta, músico e cabeludo de grande gabarito. Vi-o no Coliseu em Lisboa mais tarde num espectáculo absolutamente excepcional nos anos 80 (84 talvez) e continua hoje a ser hoje para mim uma fonte de inspiração em város aspectos... E no cabelo.

(O poeta, músico e cantor francês Léo Ferré)
Cabelo comprido sempre me pareceu que era uma expressão de fuga às convenções, de poesia, de rebeldia. Não esqueço nunca aquela fotografia do Che, ícon incontornável, a que ao olhar que atravessa o mundo carregado de melancolia se junta o cabelo solto a esvoaçar ao vento.

Por isso, devo dizer que nunca gostei de ver gente de cabeça rapada (só abro a excepção para a lindíssima cabeça luzidia como uma bola de bilhar do meu amigo Luís Pedro Fonseca, que é no fundo um cabeludo ao contrário). De resto, a cabeça rapada ou com o cabelo muito curto, é-me desagradável, intimada-me de alguma forma, provoca-me desconfiança e afastamento.
Há poucos anos atrás, aqui em Portugal, a moda do cabelo muito rente generalizou-se numa geração que terá agora os seus trinta e tal anos. Um horror. Digo eu.
A minha amiga Bárbara, alemã e tradutora de muita literatura lusófona, numa visita a Liboa perguntou-me no seu português cantante: "José, porque é que os portugueses gostam tanto de parecer nazis?"
É claro que lhe expliquei que não era nada disso. Não tinha nada a ver com nazis nem com skin-heads. Era uma moda que, como quase todas as modas, fez tábua rasa de simbologias do passado e só pretendia dar expressão a um estilo bom para anunciar after-shaves e coisas assim por fora da alma.
Sei que a alma não vive no cabelo. Conheço gente linda de cabelo curto e verdadeiros estudores de cabelo comprido. Além disso já estou a ficar careca. O cabelo comprido não vai ficar assim para sempre. Mas a alma, essa, desconfio que não tem cura...
Uma das desvantagens foi o cabelo sempre cortadinho rente. A farda era até um orgulho. Mas o cabelo... Uns milímetros apenas. Coisa que a partir dos 12/13 anos começou a incomodar-me a mim e a muitos dos meus companheiros.
É que lá fora começava a moda dos cabelos compridos. Beatles, Stones, Dylan, os hippies, os estudantes do Maio de Paris...

(O poeta beat americano Allen Guinsberg)
Nós carequinhas e, nos outros países (França, Inglaterra, Irália, Alemanha, States), o pessoal todo feliz com o cabelo pelos ombros e flores no cabelo, e make love not war e... Tudo aquilo era uma grande festa do amor, da liberdade de irreverência, de revolta, de poesia, de pura e fantástica juventude.
Mal saí do Colégio e entrei para as Belas Artes para estudar arquitectura, o cabelo começou a despedir-se da tesoura do barbeiro e pocurei seguir o exemplo de vários dos cantores pop e rock da época.
O exemplo mais forte foi o de Léo Ferré, magnífico poeta, músico e cabeludo de grande gabarito. Vi-o no Coliseu em Lisboa mais tarde num espectáculo absolutamente excepcional nos anos 80 (84 talvez) e continua hoje a ser hoje para mim uma fonte de inspiração em város aspectos... E no cabelo.

(O poeta, músico e cantor francês Léo Ferré)
Cabelo comprido sempre me pareceu que era uma expressão de fuga às convenções, de poesia, de rebeldia. Não esqueço nunca aquela fotografia do Che, ícon incontornável, a que ao olhar que atravessa o mundo carregado de melancolia se junta o cabelo solto a esvoaçar ao vento.

Por isso, devo dizer que nunca gostei de ver gente de cabeça rapada (só abro a excepção para a lindíssima cabeça luzidia como uma bola de bilhar do meu amigo Luís Pedro Fonseca, que é no fundo um cabeludo ao contrário). De resto, a cabeça rapada ou com o cabelo muito curto, é-me desagradável, intimada-me de alguma forma, provoca-me desconfiança e afastamento.
Há poucos anos atrás, aqui em Portugal, a moda do cabelo muito rente generalizou-se numa geração que terá agora os seus trinta e tal anos. Um horror. Digo eu.
A minha amiga Bárbara, alemã e tradutora de muita literatura lusófona, numa visita a Liboa perguntou-me no seu português cantante: "José, porque é que os portugueses gostam tanto de parecer nazis?"
É claro que lhe expliquei que não era nada disso. Não tinha nada a ver com nazis nem com skin-heads. Era uma moda que, como quase todas as modas, fez tábua rasa de simbologias do passado e só pretendia dar expressão a um estilo bom para anunciar after-shaves e coisas assim por fora da alma.
Sei que a alma não vive no cabelo. Conheço gente linda de cabelo curto e verdadeiros estudores de cabelo comprido. Além disso já estou a ficar careca. O cabelo comprido não vai ficar assim para sempre. Mas a alma, essa, desconfio que não tem cura...
domingo, 3 de janeiro de 2010
20 ANOS DO TRABALHO DE UM MESTRE


Não é a primeira vez que falo de João Abel Manta. E não será a ultima. Para sublinhar sempre a excelência do trabalho de um mestre que deveria brilhar muito alto num país onde se dá tanta publicidade à mediocridade de alguns fabricantes "da faca sem lâmina a que lhe falta o cabo" (como dizia Alexandre O'Neill).
Grande senhor da cultura e da arte, João Abel Manta vive retirado dos holofotes, dos jornais e das miudezas sociais. Desenhador, ilustrador e cartoonista, João Abel Manta dá agora a conhecer parte do seu excepcional trabalho como pintor.
Não é um pós-moderno. Não faz malabarismos. Está preocupado com a matéria da arte e com o seu sentido.
Está no Palácio Galveias em Lisboa, ao Campo pequeno. Guarde-se um bom par de horas para o apreciar porque é de uma imensa coerência, densidade e extensão. Imperdível.

licidade
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
SE PODES SER CRIANÇA

A criança modela-se.
Ajuda-a a modelar-se oferecendo-lhe tudo quanto tenhas de mais autêntico dentro de ti.
Oferece-te a ti próprio como modelo.
Faz de modelo, não só com o teu corpo de Homem, mas também com o que resta da tua espontaneidade infantil para o Amor.
Homens capazes de Amor são aqueles que foram crianças ou que se reconciliaram com a criança que foram.
Se amas a criança que em ti existe, então podes amar as crianças.
Podes fazer um filho.
Se a rejeitaste ou se com ela és irreconciliável então só podes gostar de bonecos de pasta, autómatos de lata e bugigangas para enfeitar o teu espaço esvaziado. Compra-os na loja, não faças filhos.
Não te ocupes dos filhos dos outros.
Mas se recuperaste essa criança, se tomaste conhecimento de que uma vontade infantil de sentir, experimentar e saber, existe em ti…
Então podes estender os braços à criança que está à tua frente.
Educar é oferecer-se como modelo,
educar é respeitar o seu próprio modelo.
Educar é respeitar a criação do Homem
e do seu Universo.
Educar é respeitar a criança e a criatividade infantil.
Se podes ser infantil, podes ser Homem, podes ser Mestre.
JOÃO DOS SANTOS
em “Ensinaram-me a ler o mundo à minha volta”, ed. Assírio & Alvim
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
LER É PERIGOSO...
Mais um vídeo sobre a Leitura, este produzido pela Universidade de Salvador. Parece-me difícil de imaginar que uma Universidade Portuguesa actual pudesse produzir uma carga ideológica semelhante. O conservadorismo invadiu muitas das nossas instituições. Nem sei se se pode falar de conservadorismo ou apenas de uma certa incapacidade para se ser "perigosamente humano".
domingo, 27 de dezembro de 2009
IMAGINE
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Enviou-me este mail a minha querida amiga Maria Romeiras a dizer:
Boas Festas, pessoal, não resisti a enviar este vídeo, atenção que é ASL, American Sign Language, diferente de LIBRAS do Brasil ou de LGP, Língua Gestual Portuguesa.
A Maria é assim, sempre atenta às necessidades e às expressões dos que precisam de um apoio especial mas que também nos podem oferecer um modo especial de se apropriar da matéria de que é feito o sonho.
Acredito que nenhuma sociedade pode ser verdadeiramente democrática sem que a solidariedade se torne numa prática natural, profunda, extensa e intensa.
Não posso ser verdadeiramente livre se não fizer o possível para que cada um dos meus irmãos seja livre.
Talvez a liberdade só exista no acto de lutar por ela.
BOAS FESTAS
Enviou-me este mail a minha querida amiga Maria Romeiras a dizer:
Boas Festas, pessoal, não resisti a enviar este vídeo, atenção que é ASL, American Sign Language, diferente de LIBRAS do Brasil ou de LGP, Língua Gestual Portuguesa.
A Maria é assim, sempre atenta às necessidades e às expressões dos que precisam de um apoio especial mas que também nos podem oferecer um modo especial de se apropriar da matéria de que é feito o sonho.
Acredito que nenhuma sociedade pode ser verdadeiramente democrática sem que a solidariedade se torne numa prática natural, profunda, extensa e intensa.
Não posso ser verdadeiramente livre se não fizer o possível para que cada um dos meus irmãos seja livre.
Talvez a liberdade só exista no acto de lutar por ela.
BOAS FESTAS
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
O PERU DO NATAL

Esta imagem foi-me enviada pelo meu amigo Ricardo Charters de Almeida. Recebo muitas por mail, e mais ainda agora na época do Natal. Muitas delas são desinteressantes e banais. Mas de vez em quando surge uma surpresa como esta.
Fez-me lembrar a velha ternura que sempre tive pelos mais pobres, pelos excluídos, pelos marginalizados. E também pelos perus. É que o Natal para um peru não deve ser a época mais feliz do ano.
faço votos para que o peru da imagem tenha efectivamente escapado à matança natalícia...
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
AGARRADOS A UM VERSO

(Do livro "Imagens das Idades do Mundo" de Francisco de Holanda)
Às vezes, os meninos dizem-me que eu tenho cara de Pai Natal. E eu sorrio. Porque gosto de me imaginar a habitar essa figura ternurenta e generosa, saída da bruma das lendas e que veio desabar neste Natal com que vestimos a velha festa do Solstício de Inverno e celebramos a alegria de nascer e renascer vezes sem conta.
Se eu fosse o Pai Natal não ia comprar prendas ao Centro Comercial. Nem carrinhos, nem bonecas, nem perfumes, nem canetas douradas, nem gravatas às riscas, nem telemóveis, nem consolas, nem nada disso.
Se eu fosse o Pai Natal levava um verso a cada um. Por que, agarrados a um verso podemos sobreviver às intempéries da vida.
Dava um verso de Neruda a cada desempregado, um de David Mourão-Ferreira a todas as mulheres sem amor, um de Florbela Espanca aos homens distraídos, um de Lorca aos poetas que deixaram secar a maravilha das palavras, um de Cesário aos condutores da Carris com olhos cheios de Tejo, um de Vinícius aos alcoólicos anónimos que dançam sobre o chão da sua imperfeição, um de Sebastião da Gama a cada professor que não se deixa encerrar em 4 paredes e três relatórios, um de Prévert aos gatos que caminham como imperadores no alto dos telhados, um de José Craveirinha a todos os cantores de RAP, um de Gomes Leal aos que naufragam em caixotes pelos cantos da cidade, um de Ferlinghetti aos saxofones que nos fazem subir ao céu, um de Ruy Belo aos que acreditam que ainda tudo é possível, um de Eugénio aos que choram abraçados a uma macieira, um de Sophia aos que habitam o esplendor do mar, e um da Matilde Rosa Araújo a todas as crianças do mundo.
FELIZ NATAL
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
ESTÚDIO 8 - DANÇAR É BOM

O ESTÚDIO 8 é a grande aventura do meu filho João e da Raquel que, sendo a minha única nora, acumula com o facto de ser a nora preferida.
Eles dançam. E dançam! E dançam! Como os invejo! E além de dançar, ensinam os outros a dançar.
Abriram há pouco tempo o novo espaço do ESTÚDIO 8 em Odivelas muito perto do Odivelas Parque.
Além das aulas há baile. Quer dizer, noites de dança. Salsa, rumba, bolero, tango, chá-chá-chá, funáná, etc, etc.
A próxima noite de dança é já no domingo.
De que´é que estão à espera? Bora lá!
domingo, 13 de dezembro de 2009
ESTE FACHO É OUTRO FACHO
Teria de ser assim. Fachos há muitos. Como contei aqui, estive na EBI do Facho,Vila Chã, Mindelo (o do desembarque liberal do séc. XIX), concelho de Vila do Conde.
Brinquei com a palavra Facho. Lembra outros tempos, lá isso lembra. Outros tempos e outras gentes.
A professora Teresa Queirós Viana enviou-me a explicação da origem deste facho. Está relacionado com o facto de neste sítio, em tempos idos, ter sido hábito fazer fogueiras que serviam de farol, alertando os barcos para proximidade da costa.
Agradeço á Teresa e aproveito para divulgar o seu belo blog. Há gente por este país fora a dar notícias da vida, das terra, de si própria, em dezenas ou centenas de blogs que merecem ser conhecidos.
Escrever é uma forma fantástica de resistência contra esta sociedade que nos banaliza, que nos espreme de identidade, de pátria, de palavras, que nos rouba da promessa de gente que somos, para nos reduzir a pequenos hamburguers sem passado nem futuro.
Já agora aproveitei para "roubar" ao blog um desenho de um dos seus meninos e um textinho da Luísa Dacosta.
Obrigado, Teresa.
http://buziodovento.blogspot.com/

Praia de Vila Chã com gaivotas,praia, barco, areia, meninos e tudo... (desenho do Alexandre, 5 anos)
O MAR TEM JARDINS...
- É o que lhe digo. O mar tem jardins...Jardins, cheios de búzios, corais e concheiros...A areia é lá tão fina como o pó do oiro. As árvores são maores que pinheiros velhos e os peixes andam de galho em galho, como aqui os pássaros. Como sei? Ora sei, porque sei. Há coisas que a gente sabe com o coração, sem precisar de as ver. (..)
Luísa Dacosta, A-Ver-O-Mar,Crónicas
Brinquei com a palavra Facho. Lembra outros tempos, lá isso lembra. Outros tempos e outras gentes.
A professora Teresa Queirós Viana enviou-me a explicação da origem deste facho. Está relacionado com o facto de neste sítio, em tempos idos, ter sido hábito fazer fogueiras que serviam de farol, alertando os barcos para proximidade da costa.
Agradeço á Teresa e aproveito para divulgar o seu belo blog. Há gente por este país fora a dar notícias da vida, das terra, de si própria, em dezenas ou centenas de blogs que merecem ser conhecidos.
Escrever é uma forma fantástica de resistência contra esta sociedade que nos banaliza, que nos espreme de identidade, de pátria, de palavras, que nos rouba da promessa de gente que somos, para nos reduzir a pequenos hamburguers sem passado nem futuro.
Já agora aproveitei para "roubar" ao blog um desenho de um dos seus meninos e um textinho da Luísa Dacosta.
Obrigado, Teresa.
http://buziodovento.blogspot.com/

Praia de Vila Chã com gaivotas,praia, barco, areia, meninos e tudo... (desenho do Alexandre, 5 anos)
O MAR TEM JARDINS...
- É o que lhe digo. O mar tem jardins...Jardins, cheios de búzios, corais e concheiros...A areia é lá tão fina como o pó do oiro. As árvores são maores que pinheiros velhos e os peixes andam de galho em galho, como aqui os pássaros. Como sei? Ora sei, porque sei. Há coisas que a gente sabe com o coração, sem precisar de as ver. (..)
Luísa Dacosta, A-Ver-O-Mar,Crónicas
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
LITERACIA

(Desenho - suponho - de Ziraldo)
Somente um em cada cinco portugueses possui nível médio de literacia. O que causa prejuízos directos no potencial de desenvolvimento do país. As conclusões constam de
um estudo apresentado há dias na Gulbenkian.
Na Suécia, a correspondência é de quatro em cada cinco suecos.
Literacia é a capacidade de ler e compreender o que se lê para resolver problemas concretos. Esta aptidão em Portugal, refere o relatório, é muito baixa. "Portugal apresenta os níveis mais baixos de competências de literacia de entre todos os países observados", referiu o coordenador do projecto, Scott Murray.
"O conhecimento e as competências das pessoas, quando postos aos serviço da produção, são um forte motor do crescimento económico e do desenvolvimento social". Mas, segundo os dados disponíveis para Portugal, a literacia tem no nosso país "um valor económico reduzido no mercado de trabalho".
Segundo o relatório "Portugal tem de dedicar muito mais atenção à literacia.", sublinhando que "...o país pagou um preço significativo por não ter aumentado a oferta de competências de literacia ao dispor da economia" e acrescentado que os alunos portugueses "têm poucos incentivos para investir tempo e esforço no aumento do seu nível de literacia".
Iniciativas como o Plano Nacional de Leitura ou as Novas Oportunidades são encorajadas, mas o relatório sustenta que "são insuficientes".
Convidado a comentar o relatório, o economista João salgueiro contrariou a defesa de mais investimento em Educação. "Se há indicador em que não estamos mal é no volume de recursos que dedicamos à Educação e temos dos piores resultados no desempenho". A causa "está no funcionamento do sistema de Educação e no sistema económico".
É óbvio para mim que os nossos dirigentes continuam a ter pouco fundamentadas sobre o que é a literacia e identificando literacia com ensino.
De facto, vencer o grande atraso da literacia em Portugal implica assumir-se este trabalho como desígnio nacional ao nível dos programas políticos, das estratégias mediáticas, do reconhecimento da sua necessidade por parte das nossas elites políticas e empresariais que tradicionalmente são tão avessas a estas questões.
Como muito justamente afirmou a ministra da Educação, Isabel Alçada, é preciso que "toda a sociedade se mobilize para que a melhor oferta de qualificações corresponda a um reconhecimento da parte do tecido empresarial".
Eu acrescentaria que é também necessário que esse tecido empresarial assuma a literacia como uma questão fundamental que não lhe pode ser alheia.
(A partir de elementos retirados de um artigo de ISABEL TEIXEIRA DA MOTA, Jornal de Notícias)
domingo, 6 de dezembro de 2009
VIOLANTE MAGALHÃES

A minha amiga Violante Magalhães vai fazer a apresentação do livro "NARRATIVAS LITERÁRIAS SOBRE E PARA A INFÂNCIA NO NEO-REALISMO PORTUGUÊS" que resulta da sua tese de doutoramento.
Todos os que foram alunos da Violante sabem bem o que ela tem feito pela clarificação do papel da literatura para a infância na formação e no trabalho dos Educadores de Infância e Professores do 1º Ciclo.
Estou ansioso por conhecer o seu o trabalho agora publicado. E espero que muitos dos seus alunos e ex-alunos também lhe levem o carinho que ela merece.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
COMUNIDADE DE LEITORES EM PORTIMÃO

Biblioteca Manuel Teixeira Gomes de Portimão cria comunidade de jovens leitores
A Biblioteca Manuel Teixeira Gomes pretende criar uma comunidade de jovens leitores, entre os 12 e os 15 anos, que durante o próximo ano proporcionará a descoberta da leitura como uma fonte de prazer e transmissão de ideias.
A participação nesta comunidade, intitulada “A Minha Vida dava um Romance”, permitirá a abertura de caminhos de possível experimentação da escrita como prolongamento e complemento da leitura.
Os interessados, que se devem inscrever na Biblioteca até 30 de Dezembro, também poderão desenvolver hábitos de leitura partilhada e dialogada, com interpretações em conjunto, estimulando a capacidade de entenderem como a leitura pode contribuir para a “escrita” do romance de vida de cada um.
Para isso a comunidade contará com a participação de José Fanha, que será o coordenador das sessões, cabendo-lhe seleccionar previamente os livros, o seu valor comprovado e a variedade dos temas a abordar. O escritor moderará as reuniões e proporá perguntas que estimulem a intervenção de todos os membros do grupo.
Promovida pela Câmara Municipal de Portimão e com apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, a comunidade de jovens leitores iniciará a sua actividade em 2010.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
EB1/JI DE FACHO, VILA CHÃ, MINDELO

Desenho do Alexandre.
Na visita a esta escola estiveram também presentes os meninos do Jardim de Infância do Facho, também do Agrupamento do Mindelo.
Quando se visitam estas escolinhas e se contacta com o entusiasmo das professoras e o trabalho que fazem ficamos com a certeza de que a arte de ensinar é capaz de resistir a muito trato que tem sofrido.
(Há nomes que, sem querer e sem nada terem a ver, acordam pesadelos antigos... Esta do Jardim de Infância do Facho... Safa! lagarto, lagarto!)
domingo, 22 de novembro de 2009
PATXI ANDIÓN

(O Patxi Andión há uns anos atrás)
Quando os anos se acumulam, há memórias que nos chegam do passado e que nos deixam dúvidas. Será que o que recordamos aconteceu mesmo? E aconteceu da maneira como nos regressa do longe no tempo, ou a distância alterou os contornos das pessoas e dos acontecimentos?
Vem isto a proósito do Patxi Andion. Cruzei-me com ele em palcos de alguns espectáculos em finais dos anos 70, inícios de 80, quando os nossos companheiros espanhóis, ainda debaixo da ditadura franquista, vinham beber os ares de liberdade do 25 de Abril e traziam as suas canções, o seu riso luminoso, o seu abraço.
Recordo especialmente um grande espectáculo no Pavilhão de Cascais em que falámos muito, trocámos alegrias,e guardei para sempre uma amizade enorme pelo Patxi, pelo seu calor humano, além da admiração pelo excepcional artista que é.
Ele voltou a estar cá em 2007 para cantar no Coliseu na grande festa comemorativa do 25 de Abril. Também lá estive e desencontrámo-nos.
De repente, há dias, aparece-me o Patxi no Facebook. Trocámos umas mensagens e afinal percebi que a memória não me tinha enganado. A mesma alegria, o mesmo abraço, o mesmo companheirismo, a mesma forma de sonhar e de lutar com palavras pelo sonho.
Bem haja! E bem haja este mundo virtual que nos devolve amigos e memórias.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
AINDA A EB23 DE POMBAIS
terça-feira, 17 de novembro de 2009
EB1 de MODIVAS
domingo, 15 de novembro de 2009
ESPELHO

Já aqui falei de "A ONDA" também da americana Suzy Lee, livro notável e que recebeu inúmeros prémios.
Acaba de sair da mesma autora "ESPELHO". Uma pequena delícia que pode tornar-se num instrumento de trabalho inestimável dos professores do 1º e 2º Ciclos.
Cada um destes livros conta uma história em imagens e sem palavras. Uma história aparentemente simples. Mas uma história aberta à reinvenção dos meninos que lhe pegarem.
Cada um pode inventar a sua história para os desenhos daquela menina que no primeiro livro brinca com o mar e no segundo se diverte com um espelho.
Experimentem professores, experimentem, paiss pôr os vossos meninos a descobirem uma história que pode também ser a história deles próprios.
A Editora Gatafunho continua a publicar livros de grande qualidade, diferentes e criativosque escapam aos modelos mais batidos e ronceiros. bem haja.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
O CHEIRO DOS LIVROS

"OS LIVROS SÓ TÊM DOIS CHEIROS: O CHEIRO A NOVO, QUE É BOM, E O CHEIRO A USADO QUE É AINDA MELHOR"
Ray Bradbury, autor de muitos livros de ficção científica entre os quais o famoso e extraordinário "Farenheit 451", em que uma ditadura do futuro tem um corpo de bombeiros para queimar e destruir os livros. O romance foi levado ao cinema por François Trufault e teve como protagonistas Oskar Werner e Julie Christie
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
LÍDIA A MULHER TATUADA

1974
"ZÉ DO TELHADO - 150 ANOS DE AMOR E AVENTURAS"
pelo grupo
LIDIA A MULHER TATUADA E OS SEUS ACTORES AMESTRADOS
Há anos que não via o meu querido amigo Victor Valente (actor, encenador, mágico) com quem partilhei esta aventura tetral tão especial e delirante.
De repente, graças às virtualidades de facebooks e blogs, eis que ele me aparece de mansinho com esta fotografia.
Eu sou o de trás para quem não reconhecer. Menos 30 e tal kilos... E uma irreverência que ainda mora cá no peito.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
SE DEUS FOSSE MULHER
Mário Benetti é um excepcional poeta uruguaio. Nasceu em 1920 e morreu há pouco mais de 6 meses.
E agora digam lá se os poetas, alguns poetas, não governavam o mundo muito melhor que muitos políticos?
E agora digam lá se os poetas, alguns poetas, não governavam o mundo muito melhor que muitos políticos?
terça-feira, 3 de novembro de 2009
QUANDO É QUE O LIVRO COMEÇA?

Há quem goste de um e deteste o outro. Os portugeses que leem e os que não leem repartem-se frequentemente em dois clubes rivais: os que amam José Saramago e os que amam António Lobo Antunes. Amores irredutíveis na maior parte dos casos.
Quanto a mim são dois grandes escritores. Que país pequeno como o nosso se pode dar ao luxo de ter um Nobel e um recorrente candidato ao Nobel?
É claro que podemos não gostar da escrita de um ou do outro mas parece-me pelo menos tolo pretender riscar algum deles do melhor que se tem feito na literatura portuguesa.
Ambos os escritores alimentam de alguma forma esta fogueira tão portuguesa e tão caseirinha ao fazer afirmações que muitas vezes não acrescentam à qualidade das suas obras.
Mas por vezes também nos enriquecem com um comentário ou uma afirmação. E ainda bem. Porque levar-nos a reflectir para além da estrita literatura ou a propósito dela também é função de um escritor.
Por isso, para o bem e para o mal, gosto de ouvir o que dizem. Parei há dias nesta frase de uma entrevista de Lobo Antunes ao Público:
"O LIVRO SÓ COMEÇA QUANDO A GENTE ACABA O LIVRO"

Muito se fala ultimamente de leitura. Mas não estou certo de que falemos todos exactamente do mesmo quando falamos de leitura.
A frase de Lobo Antunes resume uma ideia que me parece importante guardar. O livro vive para alám da leitura. É como uma bomba de profundidade que nos pode fazer reflectir, interelacionar, crescer, perguntar, tremer, rir, mudar...
Isto é, a grande leitura vai para além da leitura. A grande leitura é aquela que nos deixa no coração sementes de inquietação e de mudança.
domingo, 1 de novembro de 2009
BEJA 1978

Em Beja, 1978. Fotografias enviadas pelo Silvestre Raposo. De poema às costas tenho percorrido o país já lá vão 40 anos.
É bom rever as imagens desse tempo de causas inscritas ardente, intensa, ingenuamente nos muros, nas palavras, no coração.
Agora foram-se as causas, as grandes causas, e há muito quem viva apenas para os efeitos.
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