quinta-feira, 11 de agosto de 2011

ILUSTRADORES - TERESA LIMA



Teresa Lima é licenciada em pintura, professora de Artes do Ensino Secundário e recebeu o Prémio Nacional de Ilustração 2006.

O seu trabalho de ilustração prima pela luminosidade e pela delicadeza de linhas impregnadas de poesia e magia.

O trabalho de qualquer ilustrador resulta de uma certa forma de ler a obra que vai ser ilustrada. No caso de Teresa Lima essa leitura vai fundo e é transformada numa obra que, não deixando de servir o texto, consegue constituir-se também num discurso plástico paralelo de um encanto muito especial.




Quero muito ter um dia um livro meu ilustrado pela Teresa. Já lho disse. E ela prometeu que sim. Mas o muito que tem entre mãos apenas permite a certeza de que... Um dia vai ser.




segunda-feira, 8 de agosto de 2011

ILUSTRADORES - AFONSO CRUZ



Continuemos esta visita aos nossos principais ilustradores com a certeza de que temos imenso por onde olhar e apreciar quer em qualidade quer em quantidade.



Falo-vos hoje do Afonso Cruz, um homem completo. Ilustrador, escritor, músico, agricultor, senhor de uma sorriso daqui até à lua e de uma amabilidade própria de quem se entrega à vida sem poeira na alma.

Ganhou o Prémio SPA 2011 para o melhor livro infantil com "A contradição humana".



É já extenso o trabalho que tem no campo da literatura para a infância quer como ilustrador de textos alheios quer como autor dos seus próprios textos.

Os seus "bonecos" têm uma alegria, uma felicidade extensa colorida, um referente nas mais puras representações populares e uma ressonância na tradição surrealista que nos encanta a nós, adultos, e torna numa festa a leitura para os meninos.

Mas há mais. O Afonso tem escrito pequenos grandes romances que me têm encantado e que aconselho todos a ler. "Os livros que devoraram o meu pai, "A boneca de Kokoschka". "O pintor debaixo do lava-loiças". Não percam.

Tenho a sorte de já ter um livro ilustrado por ele. Está aqui ao lado. Enviei-lhe na altura um mail a dar-lhe os parabéns pelo trabalho. Na volta contou-me que o primeiro livro de poesia que tinha lido era um livrinho meu.

Ficámos amigos para o resto da vida. Pois Canté (como cantava o GAC).

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

ILUSTRADORES - MARIA KEIL

Muitas vezes passamos por obras de artes plásticas, de arquitectura, de azulejaria ou lemos livros ilustrados e não temos a curiosidade de saber quem é o autor desses cenários da nossa vida.

Lemos livros aos nossos filhos ou netos. Dizemos-lhes quem é o autor do texto e esquecemo-nos de referir o nome da do ilustrador ou simplesmente do autor da capa quando capa tem um autor reconhecido.

Algumas Bibliotecas Municipais já fazem exposições do trabalho destes ilustradores. Bem hajam. Porque esse trabalho merece a nossa atenção e o nosso reconhecimento.

Gostava de falar dos ilustradores, do seu trabalho, das suas obras e sobretudo, de lhes sublinhar o nome.

A decana dos ilustradores é a Maria Keil. Mãe do meu amigo Pitum Keil do Amaral. Desenhadora, pintora, azulejista, ceramista, designer, cenografista, ilustradora. Faz 97 anos no próximo dia 9 de Agosto.

Aqui por baixo a capa de uma revista que ela desenhou em... 1947.




O trabalho da Maria Keil faz parte da minha vida, da dos meus filhos e da de muitos de nós. São dela, por exemplo, os azulejos das primeiras estações do metropolitano de Lisboa.

E como não lembrar as ilustraçoes que ela fez para vários livros, especialmente os da Matilde Rosa Araújo?



A alegria dos seus trabalhos como ilustradora, a aparente simplicidade do seu traço, a clareza do rosto dos meninos que ela lançou e lança aos livros para crianças são peças dedliciosas da arte de fazer livros onde se casam texto e imagem.



sexta-feira, 29 de julho de 2011

UM LIVRO RARO

Caros amigos,

O meu querido amigo Alberto Trovão do Rosário publicou um livro que aconselho todos a ler.

Intitula-se "INVENTÁRIO DO MEU MUNDO"

Trata-se de um conjunto de pequenos textos, reflexões diversas, ideias, impressões e poemas servidos por uma escrita de grande qualidade.
Não se trata de um diário nem de nada que possamos definir numa palavra. É um belíssimo livro que podemos ler de trás para a frente ou da frente para trás.

Podemos abri-lo a meio e deliciarmo-nos com uma ou duas ou três páginas de reflexões, poesia e magnífica prosa. Trata-se de um inventário de quem tem uma vida cheia para inventariar e partilhar connosco o que dessa vida entendeu verter em palavras.

Um exemplo para todos nós. Porque todos temos uma vida para inventariar. E esse percurso é o melhor que podemos oferecer aos amigos, à família, à gente que não anda no mundo por andar.

O Alberto meteu ombros à tarefa de inventariar uma vida e fê-lo com grande brilho e posso dizer que este exemplo nos ajuda e muito a que cada um encontre um caminho para fazer o seu próprio inventário.



Como a distribuição do livro tem sido muito deficiente, tomei a iniciativa de fazer chegar notícia a amigos e companheiros de livros, de sonhos, de aventuras diversas, ou seja, àqueles que julgo, gostarão muito de o ler.

Criei um email próprio para o encomendarem à cobrança e ao preço especial de 15 Euros. O livro aparecer-les-á em casa pelo correio por isso não se esqueçam de enviar a morada.

inventarioencomenda@gmail.com

Grande abraço amigo,

José Fanha

segunda-feira, 25 de julho de 2011

LEITURA E ESCRITA



Estou de acordo com o Professor Daniel Sampaio. Profundamente de acordo e também no aplauso às recentes medidas do Ministro Nuno Crato.

A questão da exigência no ensino do Português e da Matemática é urgente. E, nesse sentido, a questão da leitura e da escrita. É fundamental promover e incentivar a Leitura e não "animar" a leitura. E, para promover a leitura é preciso que os professores sejam leitores.

Sem a leitura, o estudo das ciências fica coxo. Sem a leitura a cidadania fica coxa. Sem a leitura ficamos com menos um canal importantíssimo de ligação de cada um consigo próprio e de cada um com o outro, de cada um com a sociedade.

É preciso assumir a leitura plena e não a simplificação. O texto e não o resumo. A literatura e não o hamburger.

Ler é bom. Ler é indispensável. E falo de ler ligado a escrever. São indissociáveis.

É necessário que esta urgência se inscreva de uma vez no plano das urgências políticas e das práticas pedagógicas.

sábado, 23 de julho de 2011

MEMÓRIAS DE ABRIL NA ILHA DE SANTA MARIA

Chega-se à beira das férias e está na altura de fazer balanços, arrumar memórias. Dessas memóroias, logo ao de cima, vem a estadia na Ilha da Santa Maria e do convívio com a Ana Loura, a Cris, o Tó ´Pincho e tantos outros.

Er o 25 de Abril misturado com o 1º de Maio. Foi uma festa e pêras. De amigos que já se conheciam. E de outros que, não se conhecendo pessoalmente, se calhar já eram amigos há muito tempo.

O Zeca Medeiros foi um deses que fiquei muito feliz por reencontrar. Realizador, criador de canções e cantor, senhor de uma voz única, daquelas que nos vai até ao fundo de lugares muito especiais. Merecia mais reconhecimento pela qualidade do seu trabalho em várias árias. Merecia estar sempre a realizar cinema e televisão onde assinou trabalhos notáveis como "Xailes Pretos". Lembram-se?



Aqui está o Zeca Medeiros, o Xico Fanhais, eu próprio, o Otelo e alguns músicos cujos nomes lamento escaparem-me de momento.

Pode ser que estas festas já tragam a marca dos 37 anos que passaram desde 74. Mas sabem sempre bem porque congregam sensibilidades, sonhos semi-naufragados mas nunca esquecidos, abraços sempre saborosos.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

FEIRA DO LIVRO DE BARCELOS



É uma das Feiras do Livro por onde tenho passado com um mais vivo e concorrido programa de realizações que vão das apresentações de livros, passam pelas conversas com escritores, por espectáculos musicais e actividades diversas com e para o público infantil. Um mimo.

Há uns 3 anos que participo de uma ou outra maneira nesta Feira do Livro e colaboro com frequência com a Biblioteca Municipal que tem uma forte dinâmica posta em acção com alegria e grande competência por uma equipa de trabalho dirigida pelo meu amigo Vítor Pinho, especialista em História local.



Este ano estive envolvido com meninos que fizeram diversos trabalhos criados a partir de textos e poemas meus. Saí de lá de coração a transbordar de ternura e a palavra obrigado dirigida a todos os colaboraram.

domingo, 17 de julho de 2011

ANDRÉ BEJA

Há esquecimentos quse criminosos. André Beja, filho da escritora Filomena Marona Beja é um magnífico fotógrafo.

O último livro da Filomena, "HISTÓRIAS VINDAS A CONTO", é pontuado por excelentes fotografias do André num diálogo vivo, por vezes irónico, atento e motivador.

Falei do livro e da autora dos textos. Deixei o autor das fotografias no tinteiro. Mea culpa. Aqui fica a emenda e um abraço ao André.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A RIBEIRINHA

A andar pelas Escolas deste país também aprendemos.

Visitei por mais de uma vez as escolas do Agrupamento Maria Pais Ribeira, a Ribeirinha, em Macieira, Vila do Conde.

Fui ver quem era a Dona Maria Pais Ribeiro. a Ribeirinha, e aqui vem a sua história tão inesperada como farfalhuda.

Afirma-se que era "branca de pele, de fulvos cabelos, bonita, sedutora", qualidades que encantaram o soberano e cativaram os nobres de sua Corte. Em 1198, inspirou Paio Soares de Taveirós a compor a Cantiga da Ribeirinha, primeiro texto literário em Língua galego-portuguesa de que se tem registro.

Teve 6 filhos de D.Sancho I que, enquanto trovador, lhe dedicou a seguinte cantiga de amigo:

"Ay eu coitada
Como vivo em gran cuidado
Por meu amigo que ei alongado!
Muito me tarda
O meu amigo na Guarda!
Ay eu coitada
Como vivo em gram desejo
Por meu amigo que tarda e não vejo!
Muito me tarda
O meu amigo na Guarda."

Senhora de grande beleza, e "pelas razões de conversação que com ela teve...", ela e filhos do casal, em 1209 receberam do soberano a Vila do Conde rezando a doação:

Após a morte do rei, em Coimbra, a 26 de Março de 1212, retirou-se para as suas terras de Vila do Conde. Durante a viagem, trajada de branco cor do luto à época, ao passar perto de Avelãs, saiu-lhe ao encontro Gomes Lourenço Viegas, que por ela se apaixonara quando, ainda em vida do rei, a vira nos Paços de Coimbra. Após lutar com Martim Pais Ribeiro, irmão de D. Maria, e com outros cavaleiros que a acompanhavam, logrou apossar-se dela, refugiando-se no Reino de Leão.

A pedido de Martim Pais Ribeiro, Afonso II de Portugal redigiu uma carta para Fernando de Leão rogando-lhe que fizesse com que Gomes Lourenço retornasse a Portugal. Diante da recusa de Gomes Lourenço, sob a alegação de que poderia vir a ser vítima dos parentes de D. Maria, caso assim o fizesse. D. Maria, entretanto, habilmente convenceu Gomes Lourenço que também por ele se apaixonara e que, ao retornarem a Portugal conseguiria obter o perdão do soberano, uma vez que com ele se casaria.

Entretanto, ao retornarem à Corte Portuguesa, D. Maria instou o rei a que fizesse justiça e que fosse implacável. Deste modo, o soberano ordenou a execução de Gomes Lourenço.

Mais tarde foi desposada, pelo fidalgo galego João Fernandes de Lima, o Bom, com quem também teve descendência.

Terá vindo a recolher-se ao Mosteiro de Grijó, onde veio a falecer com a avançada idade de mais de noventa anos.

Agora resta o seu nome como padroeira de um belo Agrupamento Escolar.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

HISTÓRIAS VINDAS A CONTO

Sou fã da escrita de Filomena Marona Beja. Aconselho todos a lerem romances seus como "A cova do lagarto", "As cidadãs" e todos, todos os outros.

Além de fã tenho a sorte de ser amigo da autora que acaba de publicar um livro de contos e me pediu para ler um deles, delicioso, que mete a Rainha Maria Pia de Sabóia, o futuro D. Manuel II e as queijadas de Sintra feitas pelas mãos da Mathilde.



O livro intitula-se "HISTÓRIAS VINDAS A CONTO" e foi editado pela Sextante, Editora dirigida pelo João Rodrigues, responsável por um catálogo de se lhe tirar o chapéu.



A apresentação teve lugar na "Saudade", entre a Estação da CP e a Câmara Municipal de Sintra, espaço excelente para comer uma empada, tomar um chá, ler um livro, preguiçar, deixar o olhar a passear pelo espaço e pelos maravuilhosos objectos antigos e menos antigos que se espalham pelas paredes.


sábado, 9 de julho de 2011

VIAJAR, PENSAR



Alberto Moravia, grande escritor italiano tem vários livros publicados em português. Um dos últimos foi "Uma ideia da Índia".

Livro magnífico numa colecção excelente de livros de viagens que nos mostram que o olhar do verdadeiro viajante vai muito mais além que o olhar do turista. Viajar serve para conhecermos o outro e não para nos atascarmos no mesmo.

Nesta viagem inquieta e atenta pela Índia surgem reflexões dignas de guardarmos connosco. Esta por exemplo:

"...um regime absurdo não deixa de ser absurdo porque é aceite pela maioria, pelo contrário, torna-se ainda mais absurdo."

quinta-feira, 7 de julho de 2011

terça-feira, 5 de julho de 2011

TEIMOSIA EM VIRAR O PRATO



Volto a Erri de Luca, autor de "O peso da Borboleta". Napolitano, militante nos anos 60 da Lotta Contínua, jornalista, escritor, fala assim da juventude dos anos 60 e 70:

"Durante algum tempo do século passado a juventude adoptou uma lei diferente da estabelecida. Deixou de aprender dos adultos, aboliu a paciência. Queria ser o prelúdio de tempos opostos, declarava que todas as moedas eram falsas. Nunca mais se viu numa juventude tanta teimosia em virar o prato."

domingo, 3 de julho de 2011

O PESO DA BORBOLETA




"Os cascos do gamo são os quatro dedos do violinista. Avançam às cegas e não falham um milímetro. Saltam precipícios, malabaristas em subida, acrobatas em descida, são artistas circenses para a plateia das montanhas. Os cascos do gamo agarram-se ao ar. O calo almofadado serve de silenciador quando quer, caso contrário, a unha partida ao meio é castalholas de flamenco. Os cascos do gamo são quatro ases no bolso de um batoteiro. Para eles, a gravidade é uma variação sobre o tema, não uma lei."

Um grande livro é feito disto: linguagem, beleza, escrita levada ao patamar da arte.

Uma história feita de quase nada. O velho gamo, chefe da manada, adivinha a chegada do seu último Inverno. O velho caçador furtivo sobe à montanha para a sua última caçada. E há uma borboleta que pousa aqui e ali e cujo peso faz toda a diferença.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

IBBY



Há já anos que Portugal não estava representado no INTERNATIONAL BOARD ON BOOKS FOR YOUNG PEOPLE.

Foi agora criada a secção portuguesa desta organização que reune escritores,
ilustradores, bibliotecários, èditores, professores, gente ligada à escrita e promoção do livro para o público infanto-juvenil.

Quem quiser saber mais da IBBY é fácil, basta consultar o respectivo site na net.

Quem quiser juntar-se pode contactar o Eduardo Filipe que foi eleito Presidente da Direcção da Secção portuguesa.

Eduardo Filipe, efilipe@ist.utl.pt

JORGE SEMPRÚN



Morreu há poucos dias aquele que é para muitos um dos grandes escritores europeus dos últimos 50 anos: Jorge Semprún.

Filho de um embaixador espanhol, em 1941 estuda filosofia em Paris, em 1942 torna-se militante do Partido Comunista Espanhol, em 1943 é preso e torturado pela Gestpo e deportado para o campo de concentração de Buchenwald.

Durante os anos 50 dirige o PCE na cadestinidade no interior da Espanha franquista e torna-se famoso sob o pseudónimo de Federico Sanchez.

No início dos anos 60 abandonou a militância comunista e dedicou-se apenas às actividades de escritor e guionista de cinema.

De 1988 a 91 foi ministro da cultura de um governo de Felipe González.

Da sua obra destaco o guião para o filme "A CONFISSÃO" de Costa-Gravas e dois livros que me marcaram profundamente: "A ESCRITA OU A VIDA" e "VINTE ANOS E UM DIA".

Perante certas correntes literárias que pretendem uma literatura liofilizada e defendem a independência do autor e da sua biografia pessoal em relação à respectiva obra, Semprún lembrava sempre que a biografia de um escritor não interessava à literatura apenas no caso dos escritores que não tinham biografia.

Jorge Semprún era um escritor, um cavalheiro, um homem.

Ao saber da morte de D. João II, Isabel a Católica anunciou: "Morrió el hombre!"

De Jorge Senprún pode dizer-se que Morreu um Homem com letra grande que também era um grande escritor

sábado, 18 de junho de 2011

10 CANÇÕES QUE FAZEM PARTE DA MINHA VIDA - VERDES SÃO OS CAMPOS

Às vezes a vida dá umas voltas que nos impedem de acorrer a todos os compromissos. Este compromisso que tenho comigo, com alguns-muitos amigos, de manter este blog de pé vai continuar depois de uma pequena pausa.

E já agora aproveito para comemorar 100.000 visitas! É obra para quem, como eu, nunca votou em ninguém que ganhasse, para quem como eu passa distante dos vários caminhos politicamente correctos.

Obrigado amigos visitantes e visitantes que, não sendo amigos, partilham os caminhos das ideias, da poesia, do orgulho e da liberdade. Obrigado.



E fica bem aqui o Zeca. Dele todas as canções são canções da minha vida. Todas são pilares da construção de mim. Todas me emocionaram e continuam a emocionar, todas me fizeram sentir uma grande vontade de limpeza e verdade.

Aqui juntam-se as palavras de Camões, a música do Zeca, a voz da Úxia.

domingo, 5 de junho de 2011

10 CANÇÕES QUE FAZEM PARTE DA MINHA VIDA - TE RECUERDO AMANDA



Vítor Jara, cantor chileno, depois do golpe de estado fascista de Pinochet em 1973 foi barbaramente assassinado no Estádio Nacional, após ser e espancado e ter as duas mãos quebradas. O seu corpo foi depois abandonado num beco sujo de um bairro miserável de Santiago.

Alguns cantores de todo o mundo cantaram depois várias das suas canções nomeadamente esta.

Não consigo ouvi-la sem chorar,

quinta-feira, 2 de junho de 2011

10 CANÇÕES QUE FAZEM PARTE DA MINHA VIDA - MACK THE KNIFE



A minha relação com Brecht tem sido longa. Adaptei vários textos seus com Vera San Payo Lemos e João Lourenço. Sempre com encenações de João Lourenço.

"Baal", no Teatro da Trindade, "Ascensão e queda da cidade de Mahagony" para o Teatro de S. Carlos, "A boa pessoa de Setzuan" e "Ópera de três vinténs" e fizemos ainda uma peça que reunia pedaços de várias obras de Brecht intitulada "O mar é azul azul".

De todas as canções das peças e óperas há uma muito especial A "Balada de Mack The Knife" que aqui deixo em três versões, Ute Lemper, Nick Cave e Louis Amstrong.



É uma canção com história. Na véspera da estreia de "Ópera de três vinténs" Brecht achava que faltava qualquer coisa à peça. Depois de várias discussões com Kurt Weill, autor da música,sentaram-se os dois ao piano e fizeram de um fôlego esta canção que conta os feitos de um terrível gangster e que viria a tornar-se num tema que faria parte do reportório de muitos músicos e, sobretudo, de músicos de jazz.

terça-feira, 31 de maio de 2011

10 CANÇÕES QUE FAZEM PARTE DA MINHA VIDA - ELEANOR RIGBY



Os Beatles espantaram-me a mim e a muitos outros jovens da minha idade. Inventaram, reinventaram. Criaram novas formas de faalr de coisas simples ou mais complexas. Também deles poderia dizer que toda a música que fizeram me levou nas asas de um tempo que foi da puberdade à idade adulta. E ajudaram-me a crecer, a procurara outros sentidos, a celebrar valores que ainda hoje são meus.

"Eleanor Rigby" é seguramente um desses casos de absoluto espanto. Aqui também m.nterpretado por uma voz única que me acompanhou e continua a acompanhar pela vida: um grande senhor da música chamado Ray Charles ue sendo da família do JAZZ não teve problemas em passear por vários outros géneros. Questão de mestiçagem... Resulta quase sempre bem.


domingo, 29 de maio de 2011

10 CANÇÕES QUE FAZEM PARTE DA MINHA VIDA - POETAS ANDALUCES



Ainda me emociono ao ouvir esta maravilhosa canção de Manolo Diaz e dos Aguaviva, grupo espanhol do início dos anos 70. Poema de Rafael Alberti. Do tempo em que a noz do poema tinha coisas por dentro, rios que desaguavam na canção e nos uniam numa mesma voz.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

10 CANÇÕES QUE FAZEM PARTE DA MINHA VIDA - QUIZÁ QUIZÁS QUIZÁS

Comecei a ouvir o Nat King Cole nos discos do meu irmão mais velho. Havia lá por casa o Sinatra, canções Napolitanas e o Nat King Cole en español.

Havia ali qualquer coisa quente e confortável naquela intromissão que um excelente cantor e pianista de Jazz (o seu "Unforgetable" é verdadeiramente unforgetable) fazia no calor de corpo dos ritmos das Caraíbas.

A canção é da autoria do cubano Osvaldo Farrés de 1947 e a interpretação de Nat King Cole vem de alguma forma afirmar que a música é tanto mais universal quanto mais local. Que música boa era música para a troca.

E, numa chapelada ao meu amigo Zé Duarte, cabe perguntar: a menina dança?



Esta coisa da mestiçagem tem momentos deliciosos e inesperados eabaixo vem uma versão coreana do "Qizás, quiás, quizás" Imbatível!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

10 CANÇÕES QUE FAZEM PARTE DA MINHA VIDA - CONSTRUÇÃO

Poucas serão as canções de Chico Buarque que não façam parte da minha forma de respirar.

"A construção" (1971) tem, no entanto, um lugar especial. É dos mais belos poemas da poesia em língua portuguesa dos últimos 40 anos. Devia estar presente obrigatoriamente em todos os compêndios de Português.



Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acbou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado

segunda-feira, 23 de maio de 2011

MAIS PINA

O Manuel António Pina não é só um excelentíssimo escritor para a infância. É também um belíssimo poeta e um cronista (Jornal de Notícias) de grande desassombro e coragem na forma como aponta o dedo aos muitos desvarios em que o nosso país é fértil.

As nossas instâncias académicas e de recensão literária sofrem tiques graves de centripetismo e vivem muito mergulhadas em modas e modismos que deixam muitas vezes de parte os poetas menos dados a frequentar os mesmos bailes.

Mas às vezes acertam, como é o caso.

Com o Manel cruzei-me num trabalho de guionismo que nos levou à Galiza numa colaboração entre a TV portuguesa e a Galega que acabou por ficar no tinteiro.

Passámos um fim-de-semana a trabalhar com guionistas galegos. Foi uma delícia conviver com a sua ironia e os eu talento. Mas o Manel sofria porque para ele, estar longe de casa é um pesadelo. Anda ali pelo bairro e não gosta de deixar os gatos sem companhia.

E aqui vai um grande abraço e mais um poema do grande poeta que é o Manuel António Pina.

A UM HOMEM DO PASSADO

Estes são os tempos futuros que temia
o teu coração que mirrou sob pedras,
que podes recear agora tão fundo,
onde não chegam as aflições nem as palavras duras?

Desceste em andamento; afinal era
tudo tão inevitável como o resto.
Viraste-te para o outro lado e sumiram-se
da tua vista os bons e os maus momentos.

Tu ainda tinhas essa porta à mão.
(Aposto que a passaste com uma vénia desdenhosa.)
Agora já não é possível morrer ou,
pelo menos, já não chega fechar os olhos.

sábado, 21 de maio de 2011

MANUEL ANTÓNIO PINA


Grande Manel! Ganhou o Prémio Camões, ninguém esperava e é mais que merecido.

Cruzei-me muito com a sua escrita. Vários dos seus livres estiveram no topo das histórias preferidas do meu filho João, nomeadamente o "TÊPLUQUÊ" e os "GIGÕES E ANANTES"

Gigões são anantes muito grandes.
Anantes são gigões muito pequenos.
Os gigões diferem dos anantes porque
uns são um bocado mais outros são um bocado menos.

Era uma vez um gigão tão grande, tão grande,
que não cabia. – Em quê? – O gigão era tão grande
que nem se sabia em que é que ele não cabia!
Mas havia um anante ainda maior que o gigão,
e esse nem se sabia se ele cabia ou não.

Só havia uma maneira de os distinguir:
era chegar ao pé deles e perguntar:
Mas eram tão grandes que não se podia lá chegar!
E nunca se sabia se estavam a mentir!

Então a Ana como não podia
resolver o problema arranjou uma teoria:
xixanava com eles e o que ficava
xubiante ou ximbimpante era o gigão,
e o anante fingia que não.

A teoria nunca falhava porque era toda
com palavras que só a Ana sabia.
E como eram palavras de toda a confiança
só queriam dizer o que a Ana queria.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

10 CANÇÕES QUE FAZEM PARTE DA MINHA VIDA - LES FEUILLES MORTES

Gostava de partilhar algumas canções que andam por aí meio esquecidas e que fazem parte da minha vida A primeira "les feuilles Mortes" tem a letra de Jacques Prévert música de
Joseph Kosma.

Aqui quem a canta é um dos cantores da minha vida, Yves Montand.

Mais a baixo uma versão jazzíStica inesquecível de Miles Davies sob o título "Autumn Leaves" que surgiu num disco que já perdi e já voltei a comprar várias vezes. Quero tê-lo sempre ao pé de mim. "Something Else". Já devo ter comprado mais de 5 cópias para mim e também para oferecer a amigos.



segunda-feira, 16 de maio de 2011

WE ALL STAND TOGETHER

Há pouco mais de uma semana fui gostosamente "acusado" de generosidade. E fiquei satisfeito e agradecido. Gosto de me pensar como pessoa solidária e generosa.

Talvez olhe a vida de um certo ponto de vista aristocrático de quem tem para com os outros mais deveres que direitos.

Encontro-me muitas vezes, em actos ou em palavras, a dar a mão aos mais fracos, aos injustiçados, aos que sofrem e passam mal.

Não peço reconhecimento nenhum Não sei ser de outra maneira, o que é que querem? Sempre achei que o colectivo é melhor, que todos juntos podemos chegar muito mais longe

Lamento ver jovens e não tão jovens como isso amarrados a um individualismo feroz, cercados de janelas para dentro e sem uma porta por onde sair ao encontro dos outros.

Fui adolescente nos anos 60 e fiquei marcado por esse sentido do colectivo, pelas grandes manifestações de estudantes de França, Alemanha e Itália ou dos EUA contra a guerra do Vietname, a que poderia juntar muitos eteceteras mais.


Sou filho de um tempo e das canções desse tempo. ALL TOGUETHER NOW, UNIDOS EN LA LUCHA NO NOS MOVERÁN, LES ANARCHISTES, e mais e mais.

Por tudo isto apetece-me hoje celebrar o desejo do colectivo e trazer à memória uma canção do Paul McCartney que me deixa sempre enternecido

quinta-feira, 12 de maio de 2011

MEMÓRIAS RECENTES - ABRIL EM CASTRO VERDE



Às vezes as fotografias chegam depois. Desta vez chegaram por correio, num disco, enviadas pelo me amigo, companheiro e poeta Xico Beja.

Comemorações de Abril em Castro Verde. Maria do Céu Guerra, Afonso Dias, Manuel Freire, Xico Fanhais, Tino Flores e este que se assina, José Fanha.

Gente que ainda vem do antes dos Cravos e que traz muitos kilómetros de cantigas e poesia às costas.

Gente que gosta de se rever, reencontrar e ocupar uma e outra vez a "Praça da Canção".

Gente que gosta de estar com gente à volta de palavras com sentido, com raiva, com sangue, riso, com amor, palavras que a voz põe a voar.





terça-feira, 10 de maio de 2011

CAMINHOS DA LEITURA



Depois das "PALAVRAS ANDARILHAS" de Beja, os "CAMINHOS DA LEITURA" de Pombal vêm a crescer de ano para ano.

É mais uma festa do livro e dos seus autores, da promoção da leitura, da arte de contar histórias que vai crescendo e ganhando visibilidade pelo mundo fora.

No fim-de-semana passado (embora o programa incluísse actividades que ocuparam uma semana inteira) estiveram presentes ilustradores como o francês Serge Bloch, e o espanhol Javier, Castán, contadores como Estrella Ortiz e os Piratas de Alejandria de Sevilha e mais os portugueses Serafim, Paulo Condessa, Thomas Bakk que sendo brasileiro já foi adoptado.

E houve oficinas diversas, nomeadamente uma notável com a Margarida Botelho, arquitecta (olá colega) escritora, ilustradora e contadora de histórias.

E etc.

Foi muito bom. O grande auditório da Biblioteca de Pombal esteve quase sempre cheio. A organização foi impecável graças ao trabalho notável do pessoal da Biblioteca liderado pela Sónia Gameiro.



(Com o António Torrado)



(Com o Manuel Sevillano dos PIRATAS DE ALEJANDRIA)



(Com a Luísa Ducla Soares)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

ABRIL EM MAIO



Foi a 29 e 30 de Abril no Clube Asas do Atlântico na maravilhosa Ilha de Santa Maria. Comemorámos o 25 de Abril à beira do 1º de Maio.

E não há palavras para falar da imensa ternura e fraterna amizade com que a Ana Loura, a Cris, o Tó Pincho e tantos mais nos receberam e nos levaram pelos recantos da ILha para partilhar connosco os seus encantos e celebrar em conjunto essa data única da nossa História.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

REMÉDIOS DO RISO



Pela mão da dra. Margarida Carrolo, Ou, aliás, pelo sorriso feliz da dra. Maragarida Carrolo acompanhei durante uma manhã no Hospital da Cuf Descobertas a actuação dos DOUTORES PALHAÇOS do projecto REMÉDIOS DO RISO, que me levaram atrás deles desde a sala de espera das consultas para crianças, passando pela zona dos bébés prematuros até aos quartos de meninos internados.

Num dos quartos, foi delicioso assistir a um "jogo de ténis" entre os dois "doutores" que acabaram por envolver a mãe e puseram o menino internado com um imenso sorriso na boca.

Sempre sonhei ser um dia palhaço. Acho que lhes vou pedir para de vez em quando me juntar a eles. O que é que há de melhor do que levar umas gotas de felicidade e riso ao coração de quem sofre?



Foi uma festa. O dr.Nano Sirene e o dr. Pessoa começaram pela sala de espera. A princípio foi a surpresa de ver ali aparecer aqueles estranhos doutores que a pocuco e pouco fizeram abrir sorrisos e risos e acabaram por envolver pais e meninos nos seus divertidos jogos e brincadeiras.

Num dos quartos, foi delicioso assistir a um "jogo de ténis" entre os dois "doutores" que acabaram por levar a mãe a entrar no jogo e puseram o menino internado com um imenso sorriso na boca.

Sempre sonhei ser um dia palhaço. Acho que lhes vou pedir para de vez em quando me juntar a eles. O que é que há de melhor do que levar umas gotas de felicidade e riso ao coração de quem sofre?


Para informação:

"Remédios do Riso” é uma Associação Sem Fins Lucrativos que procura contribuir para a melhoria da qualidade de vida das crianças hospitalizadas, ajudando-as, e às suas familias a suportar melhor a sua estadia.

Antes de cada intervenção reunem-nos com os enfermeiros de serviço, que fornecem toda a informação necessária sobre o estado das crianças internadas, de forma afazer visitas personalizada.

As intervenções em cada quarto são únicas e individualizadas, à medida de cada criança e com o seu consentimento. Improvisações, canções, jogos de magia, mimos, marionetas e malabares, são algumas das técnicas usadas durante a visita. Os familiares, a equipa médica e o pessoal da limpeza também são chamados a participar.

As visitas realizam-se nas consultas externas, obstetrícia, neonatologia, urgências e internamentos.

E-mail geral@remediosdoriso.pt
Telefone 966569307 / 912656402
Site http://www.remediosdoriso.pt

Não pude deixar de me emocionar muito com o dr. Nano Sirene a tocar muito suavemente um pequeno kissanje (julgo que assim se chama o instrumento musical) junto um bébé prematuro. Até parecia que a sua respiração de tornava mais suave como se a música lhe desse a mão e dissesse: "Vem. A vida também tem gente boa e contigo pode ser melhor ainda."

O ABRAÇO E O CRAVO



Manuel Freire, Rui Curto, José Fanha)

O Rui Curto da Brigada Víctor Jara enviou-me um pedacinho de passado relativamente recente. Maio de 2004, aniversário do SPGL, no Barreiro.

´É bom falar com o passado. Tirá-lo de vez em quando do armário. Limpar-lhe o pó. Convidá-lo para almoçar.

Aproveita-se para recordar amigos, manter os sonhos na ordem do dia. E, depois, seguir em frente que a vida não nos dá tempo para ficar parado a olhar para trás.

Fica o abraço e o cravo.javascript:void(0)



(Manuel Freire, Rui Curto, José Fanha, Julián del Vale)

10 CANÇÕES QUE FAZEM PARTE DA MINHA VIDA - VERDES SÃO OS CAMPOS

O Zeca fez uma das mais delicadas e belas canções com este poema de Camões. Dois pilares da minha respiração.

É claro que todas as canções do Zeca atravessaram e atressam e atravessarão a minha vida em todos os sentidos.

Esta escolhi pela sua rara delicadeza.

Quando passo pelo vale do Mondego, pelos campos de Montemor-oVelho, páro sempre e fico a ver os verdes campos que dali terão preenchido de ternura bela o coração do grande poeta.

Aqui fica cantada pela galega Uxia, outra voz que nos faz voar para dentro e para fora da nossa emoção.

Outra voz, tal como o Zeca que muito faz pela lírica comunidade galaico-portuguesa.

sábado, 30 de abril de 2011

BOM DIA

Este tempo, este mundo, esta economia tão cega, esta pedagogia ofegante tão cheia de objectivos rombos e azedos, esta informação tão desinformante, fazem-nos esquecer muitas vezes o mais simples que é, se calhar, o mais complicado.

Precisamos de falar mais uns com os outros. Com todos os meios que temos à nossa disposição. E um lápis... Um lápis... Ainda um dia vai ser de novo uma alta tecnologia.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

EU TAMBÉM NÃO USAVA

O meu amigo Joaquim Cardeira da Silva enviou-te 3 anúncios notáveis e comoventes onde com poucos meios e muita criatividade se produzem grandes mensagens com extraordinária capacidade de impacto.