É o caso desta fotografia. 25 de Abril de 2008 (creio eu). Naquele auditório Municipal foi bonita a festa, pá... Muito bonita.
E aqui estamos, o Zé Jorge Letria, o Samuel, eu e o Teatro Jangada de Lousada.

Tenho ouvido dizer que a cultura vai levar muitos cortes.É o costume. E é natural. As nossas elites dirigentes há séculos que, com raras excepções, primam pela falta de qualidade humana, técnica e cultural. Pensam pequenino.
Estas elites não sabem ou evitam lembrar que hoje em dia as chamadas indústrias culturais correspondem a 10% do PIB.
Mesmo que o PIB se acabe e o governo vá de férias, mesmo que passemos a pagar mais do que ganhamos para ter o direito a trabalhar,mesmo que os orçamentos se transformem em buracos e os buracos em orçamentos, mesmo que com o nosso esforço colectivo consigamos salvar os BPP'ês e outros não sei quês, mesmo que o país feche para obras, a cultura continuará como espaço de reflexão, de indignação e, às vezes, até de luta.
"Não há machado que corte a raiz ao pensamento..." Lembram-se?
Por isso devemos lembrar estes grupos que persistem pelo país fora mantendo de pé o amor ao teatro. E devemos sublinhar o esforço de algumas autarquias que continuam, com maior ou menor esforço, a manter o seu apoio a uma vivência cultural consistente
e frutífera.



























































