sexta-feira, 22 de junho de 2012

XINGANDELE, O CORVO DE COLARINHO BRANCO


Regressando a Luandino Vieira,aqui fica notícia do seu livro:

"XINGANDELE, O CORVO DE COLARINHO BRANCO", ed. Letras e Coisas



É uma história para crianças, talvez. Para homens de coração lavado, certamente. Fala de um corvo que quer ser muito importante e, como tal, respeitado. E termina assim:

"Até hoje, o Senhor Kilombelombe Kia Xingandele, está a morar sozinho na torre do Liceu.

Tenho dito."

Acrescenta ainda o autor:

"Esta fábula urbana foi-me narrada em quimbundo e explicada em português pelo mais-velho António Lamb, natural da Kibala, em 1966, no campo de trabalho de Chão Bom, Tarrafal, Ilha de Santiago, em Cabo Verde."

Fico cá comigo a pensar como é importante ouvir as histórias que os mais-velhor têm para contar.

terça-feira, 19 de junho de 2012

LUANDINO VIEIRA


Há cerca de 15 dias tive o imenso prazer de conhecer Luandino Vieira. Escritor angolano, 14 anos preso no Campo de Concentração do Tarrafal.



Em 1965 a Sociedade Portuguesa de Autores, então presidida por Manuel da Fonseca, atribuiu o Prémio Camilo Castelo Branco ao seu romance "Luuanda". Essa ação fez com que a PIDE levasse a cabo uma famosa acção de desmantelamento da Sociedade.

Depois da Independência, Luandino desempenhou diversos cargos oficiais, até se retirar para Portugal onde vive em Vila Nova de Cerveira.

Entrei aí numa pequena livraria ligada a uma pequena editora que dá a conhecer literatura angolana. E dei com um homem que é para mim um mito.

Relembrei então que lá por volta de 1984 visitei em Cabo Verde o antigo campo de concentração que eraà data uma escola de sargentos do exército caboverdeano.

O comandante era um estudioso da história daquela terrível prisão do estado colonial e fascista português.

Levou-me pelo campo fora e contou-me pequenas histórias, nomeadamente a da janela gradeada onde Luandino, quando preso, dava migalhas de pão aos passarinhos e disso fazia o seu pequeno poema sem palavras mas cheio de amor à vida e aos outros, sejam pássaros, sejam homens.

Junto a essa janela, a pedido do comandante, acabei a dizer poesia aos homens do aquartelamento.

Como é fácil de calcular foi um momento único na minha vida. Revivê-lo com Luandino foi ainda mais.





sábado, 16 de junho de 2012

IDEIAS NOVAS

A falta de luz nestes dias enche muita gente de escuridão, de desespero, do sentimento de falhanço na vida. Estamos no reverso do 25 de Abril em que todas as portas se abriam à nossa frente.

"Adivinhar o presente
isso é que é mais complicado
tem o acesso bloqueado"

Sérgio Godinho, do álbum "Mútuo consentimento"

Sei pouco de política. Sei apenas das pessoas e das suas emoções. E este país está emocionalmente nas lonas.

Os nossos governantes continuam a dar cabo do país na sequência de outros que começaram a dar cabo do país,em colaboração com aqueles que ganham muito com este miserável esfrangalhanço que já dura há anos.

É claro que eles dão cabo da vida a muita gente com etes cortes na saúde, nas reformas,etc, etc. Mas não creio que fiquem muito preocupados. Porque essa muita gente junta não tem cara nem nome. Talvez fosse diferente se vissem o rosto de cada um dos pobres naufragados nos naufrágios que tão laboriosamente lhes têm provocado.

Olho por vezes para as fotografias destes governantes e penso que até talvez não sejam más pessoas. Têm famílias, pais e mães, filhos. Um ou outro terá a sua ou o seu amante. Leituras muito poucas, naturalmente. Vão ao futebol. Até talvez tenham alguns sentimentos subtis embora embotados. Gostam sobretudo de aparecer muito lustrosos nos noticiários. Alguns arranjam-se bem na vida. Outros nem por isso. Vários deles devem ser até uns tipos porreiros para os copos.

Não creio é que sejam tão inteligentes que tenham inventado sozinhos toda esta escuridão. Alguém os ensinou. Alguém os comanda. Eles não são más pessoas. Talvez apenas pouco dotados. Bons paus mandados. Muito obedientes mas sem nenhumas ideias próprias.



Por isso deixo aqui as palavras de António Nova, Reitor da Universidade de Lisboa, citado por Nicolau Santos, no Expresso de hoje, dia 16:

"Precisamos de ideias novas que nos deem um horizonte de futuro. Precisamos de alternativas. Há sempre alternativas. A arrogância do pensamento inevitável é o contrário da liberdade.E nestes estranhos dias, duros e difíceis, podemos prescindir de tudo, mas não podemos prescindir nem da Liberdade nem do Futuro."

quinta-feira, 14 de junho de 2012

BARREIRO




Mais duas escolas. Ests no Barreiro. Terra mítica da resistência. No tempo da Lisnave, da Siderurgia, das Sociedades recreativas,do teatro popular.

Primeiro na Escola 2/3 D. Luís de Mendonça Furtado.

Depois na EB1 nº 4.

E aqui foi na rua, o lugar nobre da poesia.

Foi bom





segunda-feira, 11 de junho de 2012

SORRI

Às vezes o riso é também uma bela forma de resistir às agruras da vida, ao desemprego, à exploração, ao facto de sermos tão pequeninos como os brincos dos nossos jogadores, tão pequeninos como os disparates dos nossos eleitos disparatantes, tão pequeninos como a falta de dignidade frente às exigências dos grandes que mandam discricionariamente neste mundo.

Charlot foi um mestre da grandeza.

E nós somos grandes, como os romances dos nossos maiores romancistas, e os poemas dos nossos grandes poeta, e os projectos dos nossos grades arquitectos, e a arte dos nossos grandes artistas, e a inteligência dos nossos grandes pensadores, e a ciência dos nossos grandes cientistas, todos eles raramente a dar a cara na pantalha da (des)informação.

Por tudo isto e muito mais:

quarta-feira, 6 de junho de 2012

AO TELEFONE


Um boi encontra um carneiro e pergunta-lhe:

-Então? Como vai isso?

-Cá se vai andando, com a cabeça entre as ovelhas.

Á autoria deste diálogo é do Manuel Freire e do Chico Fanhais e muitos amigos concordarão por certo que é um bom retrato deste país.


sexta-feira, 1 de junho de 2012

SÁTÃO


Vou andando pelo país. Pelas escolas do país. A contar histórias e a dizer poemas. A falar de livros e leituras. Alegremente. Com algum cansaço quando vai chegando o fim do ano.

Muito poderei contar destas viagens. Do esforço de professores que, por vezes, em condições difíceis. Da alegria dos meninos, da nossa relação frequentemente muito intensa em volta da magia das palavras.

Desta vez fui a Sátão. Em cima, fotografias da visita à EBI Ferreira de Aves. Em baixoà a EB1 de SátãO.






quarta-feira, 30 de maio de 2012

COISAS DA VIDA

Há muitos opinantes por aí. Gente que fala muito e vive pouco. Escrevem e dizem muita coisa que, como diria O'Neill, "é só mentira, só mental".

Por vezes sinto algum pudor em falar da minha vida, das pessoas que conheci, das circunstâncias, das pequenas histórias que dão sabor ao vivido.

A minha amiga Cristina Carvalho deu a conhecer no Facebook esta frase de Max Aub que me limpou uma parte desse possível pudor:

‎"Há três categorias de homens: os que contam a sua história; os que não a contam; os que não a têm."

Max Aub nasceu em Paris, de pai alemão e mãe francesa, ambos de origem judia. Viveu em Valência desde os onze anos. Depois da vitória de Franco na Guerra Civil Espanhola refugiou-se em França e depois no México, onde viveu até morte.
Aub é um escritor muito interessante de quem, em português foram publicados: "Crimes exemplares" (ed. Antígona), "Campo fechado" (ed. Campo das Letras, "As boas intenções" (ed. Ulisseia).

domingo, 27 de maio de 2012

UM GRANDE ARTISTA

O meu amigo Zeca Medeiros, um grande artista, realizador de televisão (quem se lembra de "Xailes negros" ou "Mau tempo no canal"?, e também poeta, cantor e actor.

O Zeca é um grande clown que faz exercícios perigosíssimos sobre a palavra e a voz. Ouvi-lo cantar é um privilégio à beira da grande emoção.

Combinámos fazer uma canção os dois. Vai ser lindo.

sábado, 26 de maio de 2012

VIAGENS POR ESCOLAS E BIBLIOTECAS


Nas viagens que vou fazendo por escolas e bibliotecas do país vou ficando cada vez mais com admiração pelo trabalho das bibliotecárias e bibliotecários, quer das Bibliotecas Municipais quer das Escolares.

Trabalho tantas vezes esforçado, insistente e teimoso, tantas vezes também tão feliz, alegre, explosivo.

Nas últimas semanas estive com a Sónia em Pombal, a Cristina Taquelim em Beja, a Marlene em Odemira, a Anabela Eusébio e a Clarisse Silva em Trouxemil, a Maria João em Mangualde.

E mais professoras e professores Bibliotecários em Castro Verde, Odemira, Vilamoura, Beja, Sátão, Mangualde, Vila Nova de Poiares,Coimbra, Porto de Mós, marinha Grande...

De todos recolho esse grande desejo de espalhar o gosto pela leitura. Quer, dizer, esse ofício de construir o futuro dos nossos jovens e do nosso país. Porque um país que não lê será sempre um país pobre cultural e economicamente.

Grande parte das nossas elites prIma pela iliteracia, ou seja, incapaz de organizar um pensamento verdadeiramente estruturado e consistente. Por isso, esta batalha pela leitura é por vezes tão ingrata.

Mas não se esqueçam, queridos amigos dos livros, que água mole em pedra dura...




terça-feira, 22 de maio de 2012

AINDA S. JOÃO DA MADEIRA



O meu excelente amigo Patrice Almeida enviou-me mais algumas fotografias da "POESIA À MESA" em S. S.João da Madeira.

Primeiro de uma noite calorosa de conversa e poesia com Simone de Oliveira e Nuno Feist ao piano.


Depois, com meninos de uma escola do 1º ciclo a aprender a fazer quadras, uma coisa que parece muito simples e é muito mais complexa do que parece.



domingo, 20 de maio de 2012

NÓS QUE SOMOS TÃO RICOS

Nós que somos ricos, tão ricos quanto se pode ser, devíamos juntar as nossas vozes às deste jornalista mexicano cujo belo texto um amigo me fez chegar.

“Tenho a intenção de processar a revista "Fortune", porque fui vítima
de uma omissão inexplicável. Ela publicou uma lista dos homens mais
ricos do mundo, e nesta lista eu não apareço. Aparecem: o sultão de
Brunei, os herdeiros de Sam Walton e Mori Takichiro.
Incluem personalidades como a rainha Elizabeth da Inglaterra, Niarkos
Stavros, e os mexicanos Carlos Slim e Emilio Azcarraga.
Mas eu não sou mencionado na revista.
E eu sou um homem rico, imensamente rico. Como não, vou mostrar a
vocês: Eu tenho vida, que eu recebi não sei porquê, e saúde, que
conservo não sei como.
Eu tenho uma família, esposa adorável, que ao me entregar sua vida me
deu o melhor para a minha; meus filhos maravilhosos dos quais só
recebi felicidades, netos com os quais pratico uma nova e boa
paternidade.

Eu tenho irmãos que são como meus amigos, e amigos que são como meus irmãos.

Tenho pessoas que sinceramente me amam, apesar dos meus defeitos, e a
quem amo apesar dos meus defeitos.

Tenho quatro leitores a cada dia para agradecer-lhes porque eles lêem
o que eu mal escrevo.

Eu tenho uma casa, e nela muitos livros (minha esposa iria dizer que
tenho muitos livros e entre eles uma casa).

Eu tenho um pouco do mundo na forma de um jardim, que todo ano me dá
maçãs que iria reduzir ainda mais a presença de Adão e Eva no Paraíso.

Eu tenho um cachorro que não vai dormir até que eu chegue, e que me
recebe como se eu fosse o dono dos céus e da terra.

Eu tenho olhos que vêem e ouvidos para ouvir, pés para andar e mãos
que acariciam; cérebro que pensa coisas que já ocorreram a outros, mas
que para mim não haviam ocorrido nunca.

Eu sou a herança comum dos homens: alegrias para apreciá-las e
compaixão para irmanar-me aos irmãos que estão sofrendo.

E eu tenho fé em Deus que vale para mim amor infinito.

Pode haver riquezas maiores do que a minha?

Por que, então, a revista "Fortune" não me colocou na lista dos homens
mais ricos do planeta?


Armando Fuentes Aguirre (Catón)

sexta-feira, 18 de maio de 2012

ABRIL EM MAIO - SANTA MARIA


Estou apaixonado pela Ilha de Santa Maria nos Açores. Pela natureza, pela paz, pelas pessoas de coração imenso que me receberam a mim e aos outros convidados para mais este Festival ABRIL EM MAIO, organizado pelo Clube ASAS DO ATLÂNTICO.

Daqui, da península, (em vez de continente, como diz o Zeca Medeiros) fomos eu, a Maria do Céu Guerra e o Carlos Mendes.


A receber-nos maravilhosamente e a fotografar cada passo nosso, a Ana Loura (que eu rebaptizei como a "Toupeirinha Vermelha", mais a Cris, mais o Tó Pincho. Gente da mais bela humanidade que tenho conhecido.


Dos Açores estavam o meu muito querido amigo Zeca Medeiros com o Maninho, magnífico guitarrista.

É

E mais um grupo de jovens da Escola Secundária de Santa Maria a tocarem um reportório de José Afonso e José Mário Branco. E ainda o Roberto Freitas.

Foram duas noites inesquecíveis como inesquecível foi a manhã passado por todos na Escola Secundária.

Quem não foi não sabe o que perdeu. Mas preparem-se porque esta gente não dá tréguas. Para o ano há mais.


quinta-feira, 17 de maio de 2012

PARABÉNS XICO



O Xico faz anos hoje! Bora dar-lhe os parabéns! E desejar-lhe tudo o que ele mais deseja: saúde, paz e uma grande volta na forma como o mundo nos vai levando.

domingo, 13 de maio de 2012

UM AMIGO QUE SE FOI MAS FICA SEMPRE

Não gosto de obituários. Até porque já vou entrando na idade em que são cada vez mais os amigos, os familiares, os cnhecidos que se vão e deixam saudades.

Mas há alguns amigos que foram traves importantes do nosso crescimento, da nossa vida, da nossa sensibilidade. É o caso do Darío Fernandes, proifessor de ginástica no Colégio Militar desde o ano em que entrei em 1961 e amigo até sempre.

Amigo meu e não só. Amigo de todos os alunos que com ele aprenderam rigor, exigência e uma doce humanidade muito rara e muito forte.

O Darío foi sempre um exemplo de como a bondade, a grandeza de coração, a paixão pelo que se ensina, a defesa do rigor e da exigência, são a única forma de se ser professor e educador.

Não havia festa de antigos alunos onde o velho Darío não estivesse. Não haverá abraço de dois antigos alunos em que ele não esteja sempre presente. Porque nesse abraço estará sempre a forma como nos ajudou a ser homens de corpo inteiro.


sexta-feira, 11 de maio de 2012

SE EU FOSSE MAIS NOVO...


Marcello Mastroianni foi um dos maiores actores e dos mais sedutores galãs do cinema europeu. O seu último filme foi filmado em Portugal creio que em grande parte no Minho.

As filmagens decorriam no Minho. O António Vitorino de Almeida e a filha Inês de Medeiros estão certo dia a almoçar com o grande actor italiano.

Mastrioanni já sofria da doença que pouco tempo depois o levou. Mas não deixou de ser o mesmo sedutor de sempre.Estava perdido pela Inês. Só tinha olhos para ela. E confessava abertamente esse encanto ao pai António Vitorino de Almeida.

"Se eu fosse mais novo, António... Se eu tivesse menos 15 dias, a tua filha não me escapava!"

Sedutor é sedutor e não há nada a fazer.


domingo, 6 de maio de 2012


Ontem encontrei o meu amigo Mia Couto. Tinha acabado de comprar o seu último romance. Aproveitei para o inevitável abraço.

Já comecei a ler e, como sempre, a escrita do Mia envolve-me, diverte-me, emociona-me, acrescenta-me humanidade.

Mesmo quando fala de uma realidade terrível, quase insuportável, tudo o que ele escreve transpira um profundo respeito pelas pequenas coisinhas do mundo e da vida, um olhar doce e bondoso, um perfume de poesia.

Gosto desta escrita. Muito. Porque com ironia e bondade também se faz grande literatura.

E certa cantada literatura que navega na secura da razão, na negritude da alma humana, no beco sem saída da desumanidade, pode ser que seja grande mas não nos acrescenta nem nos acompanha nos passos complicados da vida.

Um dia eu e o Mia estávamos num almoço de várias pessoas. E surgiu a pergunta: "Se fôssemos animal que animal gostaríamos de ser?" Eu e ele fomos os únicos na larga mesa que queríamos ser elefantes. Talvez pela memória, talvez pela pacatez do animal.

Daí surgiu um poema que ás vezes, nas escolas, os meninos gostam de dizer. Coisa de brincar com palavras. Ou de deixar um abraço ao lado mais claro da vida.


Elefantemos portanto.

Deixemos esta precária pele
aprender outros saberes.

Deixemos
portantomente
o olhar do paquiderme
ensinar ao passarinho
as paisagens do deslumbre
das escritas mais antigas.

Permitamos que o vento sopre.
E que a pedra exista.
E que o sol dispare a sua fúria
Em todas as direcções.
E que a lua se entretenha
no seu jogo de brilhar.

Elefantemos portanto.

Ou,
melhor dizendo,
permitamos que um silêncio muito antigo
venha
carregado de silvos e sussurros
venha
conduzir-nos a palavra
pelas veredas impalpáveis
do mistério.




quarta-feira, 2 de maio de 2012

OLHA EU EU, OLHA NÓS!

Anos 74/75/76...

Teatro da Comuna. Curso de Adolfo Gutkin.

Lembro-me de muitos destes rostos. Os nomes da maior parte é que já não.

Apenas o Zé Gomes Ferreira, o Otelo lá para trás. Eu à esquerda Com a Dulce Costa Pereira. Éramos casados então. E ainda não tinha chegado o nosso filho João que vai fazer 32 anos um dia destes.

Amigos, companheiros camaradas. Era bom, era imprescindível estarmos juntos nesse tempo. Era bom sonhar juntos. E fazer. Inventar. Ver. participar. Dançar.

Olha eu! Olha nós!

E agora?