O Jazz é uma paixão desde o tempo, nos anos do salazarismo, em que li no Diário Notícias um artigo de um salazarengo qualquer que dizia que o Jazz era música de pretos.
Foi então que eu quis passar a ser desta música.
Uma amiga convidou-me para levar a poesia ao Clube de jazz Silk. Não conheço. Mas adoro conhecer coisas novas. E com Jazz ainda para mais.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
POESIA EM 2012
Aqui vão alguns mais livros agora de poesia que li e que me deram muito prazer, prazer esse que gostava de partilhar com os meus amigos.
Alguns são publicações recentes. Outros nem por isso. Li-os durante este ano que acabou , vários deles constituiram mesmo momentos de grande emoção, e são das boas memórias que trago para 2013.
Alguns são publicações recentes. Outros nem por isso. Li-os durante este ano que acabou , vários deles constituiram mesmo momentos de grande emoção, e são das boas memórias que trago para 2013.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
MAIS LIVROS QUE LI EM 2012
Aqui vão alguns mais livros entre a prosa que li de autores de outras línguas que me deram muito prazer, prazer esse que gostava de partilhar com os meus amigos.
Alguns são publicações recentes. Outros nem por isso. Li-os durante este ano que acabou , vários deles constituiram mesmo momentos de grande emoção, e são das boas memórias que trago para 2013.
Alguns são publicações recentes. Outros nem por isso. Li-os durante este ano que acabou , vários deles constituiram mesmo momentos de grande emoção, e são das boas memórias que trago para 2013.
sábado, 5 de janeiro de 2013
LIVROS QUE LI EM 2012
Aqui vão alguns livros entre a prosa que li de autores da língua portuguesa que me deram muito prazer, prazer esse que gostava de partilhar com os meus amigos.
Alguns são publicaçõewa recentes. Outros nem por isso. Li-os durante este ano que acabou e são das boas memórias que trago para 2013.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
OS LOBOS E NINGUÉM
Fez 80 há dias o meu amigo José Luís Tinoco, arquitecto, pintor, compositor musical e poeta.
Todos devíamos comemorar este aniversário de um homem grande que continua em pleno activo.
Homens destes fazem-nos aceditar que o país vale a pena e que os que nos desgovernam são apenas um equívocos mal amanhados, torpes, sem competência, sem dignidade, sem alma, sem asas de sonho.
Os artistas, e mais, os artistas com a dimensão do Tinoco, esses sim, esses são os que estão à frente de tudo mais, com os olhos pousados para lá do futuro.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
2013
(Maria Keill, imagem "emprestada" do extraordinário ALMANACH SILVA do meu amigo Jorge Silva)
Queridos amigos,
Espero que o próximo Ano nos traga uma benção maior do que a que nos
prometem os corvos deste país.
É nossa a capacidade de transformar maus augúrios em bons momentos.
Pela nossa solidariedade, pela decência vertical, pela festa do
conhecimento, pela luz da palavra.
Desejo-vos o melhor da vida, saúde, alegria e paz.
Muita amizade e ternura,
José Fanha
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
UM LIVRO NOVO
Caras amigas e amigos,
Acabou de sair um livro que reune 40 anos da minha poesia.
Ainda me custa a crer que passou tanto tempo desde o dia em que que
subi ao palco para dizer poemas ao lado de um senhor por quem tinha e
continuo a ter um imenso respeito : o José Afonso. foi aí que começou
esta viagem de poesia ás costas que ainda não parou., poesia que foi
dando à costa em livrinhos por aqui e por ali e que agora ficam todos
juntos.
O livro chama-se JOSÉ FANHA POESIA. Foi editado pela editora LÁPIS DE
MEMÓRIAS do meu amigo Adelino de Castro que teve a coragem para editar
um livro de... 510 páginas!
Se o quiserem comprar directamente à editora podem fazê-lo. O livro
custa 22 € e será enviado á cobrança sem acréscimo dos portes de
correio.
Basta encomendá-lo para o mail:
fanha.poesia@hotmail.com
e juntar o nome e a morada.
E aqui vai um poema deste livro.
GRACIOSA (1)
Todas as palavras
rugem repetidamente
contra a rocha negra.
Tremem
frente ao ramo antigo.
Espalham espuma
em sílabas de luz.
E eu
mar
eu que sou teu filho
estou aqui, pacífico inquieto
com a minha pequena oficina de palavras
e quero tão só acrescentar
o pálido sussurro dos meus lábios
ao bater das tuas ondas.
domingo, 23 de dezembro de 2012
CARIDADE
Há demasiada gente a dar opiniões neste país. Profissionais da opinião. A televisão está cheioa deles. Os jornais também. Gente demasiadas vezes pouco séria. Porque faz da opinião uma arma de arremesso, um instrumento de poder, uma música de baile pacóvio.
Alguns dos opinistas chamam-se críticos ou especialistas. São normalmente os piores. Sobretudo os especialistas em economia. Falam do alto de um imenso saber que não têm. Usam uma verborreia especializada e aparentemente esotérica. Estão sempre a enganar-se redondamente e é muito raro retratarem-se.
Mas há excepções. Há pessoas que pensam. Pensam! Coisa rara e porventura demorada neste tempo dos clicks instantâneos.
Uma dessas pessoas é a Ana Cristina Leonardo que assina uma coluna ("Isto anda tudo ligado") no suplemento Actual do Expresso ao sábado.
Gosto quase sempre do que ela escreve. Pelo que escreve. E pela maneira como escreve. Sem medos. Sem disfarces. Sem fazer o jeito a ninguém. Prosa dura e divertida. Como deve ser.
Por causa dela compro o Expresso ou vou ler a sua coluna à surrelfa na bancada dos jornais. Porque quanto ao resto... Já estou pouco interessado em notícias ou naquilo a que se chamam notícias.
Da coluna dela de dia 15 e, já que é quase Natal, respigo duas citações. A primeira do D. Helder Câmara (Arcebispo de Olinda e Recife):
"Quando alimentei os pobres chamaram-me santo mas quando perguntei porque há gente pobre chamaram-me comunista."
Outra citação, do escritor uruguaio Eduardo Galeano:
"Eu não acredito em caridade. Eu acredito em solidariedade. Caridade é tão vertical, vai de cima para baixo. Solidariedade é horizontal"
E aproveito para acrescentar um verso de uma ironia articularmente áspera do poema "DIA DE NATAL" de António Gedeão:
"Hoje é dia de pensar nos outros - coitadinhos - nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria
(...)"
Já agora, um bom Natalsolidário!
(Ambas as reproduções são de quadros de Pablo Picasso)
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
40 ANOS DE POESIA
Uma pessoa distrai-se e, de repente, vai a ver e já lhe passaram 40 anos pelos dedos, pela voz, pela máquina de criar utopias que traz por dentro do peito.
estou profundamente agradecido ao Adelino Castro da Editora Lápis de Memórias de Coimbra, que me desafiou a editar a minha poesia e não me largou enquanto o livro não ficou pronto.
Descobri que muito do que publiquei foi em edições marginais que se esgotaram completamente. E descobri ainda que uma parte significativa do que escrevi estava inédito.
Tudo junto deu um "tijolo" de quinhentas e tal páginas. É obra! E não está lá dentro tudo. Falta teatro, traduções de poesia, adaptações e recriações, e ainda mais alguma poesia que já anda por aí à porta para sair para daqui por mais uns meses.
A capa é de uma nova e talentosíssima amiga. Ana Biscaia, ilustradora brilhante, que em boa hora o Adelino arrastou para esta aventura.
O lançamento vai ser em Coimbra, na próxima 6ª feira, dia 21 pelas 18h00.
A apresentação será feita por dois prezadíssimos amigos. o dr. António Arnault e o dr. Laborinho Lúcio.
Depois, seguir-se-ão outras apresentações em Lisboa, Porto, Barcelos, Penafiel, Tavira, Portimão na Ericeira, por exigência da minha amiga Licínia Quitério.
Estou em pulgas para ter o "tijolo" na mão. É um bocado da minha vida. E um bocado com duas ou três coisas que não sairam mal amanhadas de todo...
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
PÁSSARO NA CABEÇA - Livros que voam
4 amigos criaram uma nova pequena editora. Eu sou um deles. Queremos fazer e vender livros bonitos, fortes e mais baratos. Em breve darei mais notícias.
Os livros são pássaros que voam na esperança de encontrar um ninho.
Sempre que abres um livro, um pássaro salta rapidamente para a tua cabeça.
Nunca lhe cortes as asas, ele precisa delas para sentir o vento das palavras.
Agora vai, e lê com o … Pássaro na Cabeça.
sábado, 1 de dezembro de 2012
PALAVRAS À SOLTA EM SINTRA
Nos
A Câmara Municipal de Sintra e a Gailivro organizam durante uma semana a iniciativa «Livros à Solta em Sintra», «uma verdadeira maratona de uma semana em que nove autores da Gailivro têm encontros marcados com mais de 6000 alunos de escolas do concelho de Sintra», revela um comunicado da editora.
auditórios das localidades de Sintra, Massamá, Mira-Sintra, Odrinhas, Tapada das Mercês, Casal de Cambra, Agualva/Cacém e Pero Pinheiro vão poder ver e ouvir António Mota, José Fanha, Mariana Magalhães e Cristina Quental, Margarida Fonseca Santos, Pedro Leitão, Rosário Alçada Araújo, José Saraiva e Ana Nobre de Gusmão.
No total, 56 sessões, entre 3 e 7 de Dezembro.
domingo, 25 de novembro de 2012
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
O REGRESSO AOS MERCADOS
E se for assim já não é mau.
Esta já andou bastante aí pela net. Mas está bem achada. Vale a pena relembrar.
sábado, 17 de novembro de 2012
O MÁGICO PODER DO LEITOR
ALBERTO MANGUEL- A invenção da escrita, há cinco mil anos, comporta uma mudança neurológica muito importante. Muda a nossa noção de tempo e de espaço. (...) O tempo como um presente absoluto e o espaço como o lugar que habitamos ou que podemos percorrer, converte-se em algo ilimitado. Porque, dado que eu posso pôr por escrito algo que tu podes ler, isso pode ser lido dentro de cem anos e pode ser lido do outro lado do mundo.
ALBERTO MANGUEL - Na civilização mesopotâmica a existência do escriba é essencial porque o escriba não é só quem escreve leis mas também quem as decifra, É ele que pode dizer ao rei: "o teu avô, quando reinava, disse que a terra x pertence a y."
Então, já que o leitor é aquele que decifra, esse poder que ele tem provoca medo dentro da sociedade.
Esse temor ao poder do leitor é algo que permaneceu ao longo da História. O temor (àqueles) que têm o poder de escrever e ler: bruxas, magos e alquimistas. É o medo a quem pratica uma actividade secreta.
(Da entrevista conduzida por Carlos Vaz marques na Revista LER de Novembro 2012)
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
LEMBRAM-SE?
(Nikias Skapinakis)
Um amigo meu, Capitão de Abril, dos que andaram na linha da frente dizia-me há dias:
"Ó Fanha, a gente pode ajudar, mas agora é a malta nova que tem de dar a volta a isto."
Cá por mim, se for preciso ajudar, contem comigo.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
OS "RANKINGS" DAS ESCOLAS
Por Maria Filomena Mónica
OS JORNAIS publicaram recentemente as listas de rankings, ou seja, a ordenação das escolas segundo as notas obtidas pelos estudantes. À cabeça, surgem as privadas, o que nos pode levar a pensar que os seus docentes são melhores do que os das públicas. Erro: o êxito académico não depende apenas do que se passa dentro das instituições, mas de uma multiplicidade de factores, de que a origem social, associada à localização, é um dos mais importantes. Basta lembrar que, por hora, os filhos dos ricos são expostos a mais 1.500 palavras do que os dos pobres, o que leva a que, aos 4 anos, exista já uma diferença, a favor dos primeiros, de cerca de 32 milhões de palavras.
Uma vez que as públicas têm de cobrir o território nacional, as do interior exibem elevadas taxas de insucesso. A secundária de Portalegre não conseguiu uma única média positiva; na da Guarda, três das cinco melhores escolas não conseguiram atingir os 10 valores; na freguesia de Rabo de Peixe, na ilha de S. Miguel, verificaram-se, no exame do 9.º ano, as piores classificações do país. O Presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares lembrava que, em vez de se concentrarem no lugar nos rankings, os docentes se deviam preocupar antes com «a mais valia» que as escolas traziam aos alunos, após o que, com razão, salientava que nada é uma fatalidade, ou seja, que mesmo os alunos desfavorecidos podiam alcançar bons resultados. Era esse o caso das Escola Básicas de Rio Caldo (Braga), Dr. Manuel Magro Machado (Portalegre) e Couço (Santarém) que, nos exames de Matemática e de Português do 9ª ano tinham subido mais de mil lugares.
Felizmente, as leis sociológicas não são férreas. Não foi em Lisboa que as melhores notas foram obtidas. No universo das públicas, destacaram-se a B+S de Vila Cova (Barcelos), com a média mais alta do país em Matemática A (142,55) e a Secundária da Gadanha da Nazaré, com a mais elevada nota em Geometria Descritiva (178,25). Curiosamente, provando que as pessoas são mais importantes do que os edifícios, o Liceu Passos Manuel cujo restauro, no âmbito da Parque Escolar, exigiu ao Estado 26 milhões de euros, ficou em 481.º lugar, com uma média de 7,8 valores, o que o coloca entre os dez piores. É sabido que o grupo social que mais importância dá à educação é a classe média. Não me espanta assim que a melhor escola secundária de Lisboa tenha sido a José Gomes Ferreira, em Benfica, cujos pais têm uma participação nas reuniões na ordem dos 70 a 80 %.
Portugal teve de fazer um grande esforço depois de 1974. Nem tudo correu bem, mas o país conseguiu escolarizar a maior parte dos jovens, facto que levou a que as escolas sejam hoje muito diferentes das que existiam na minha adolescência, quando, ao terminar a primária, apenas 2 em cada 10 alunos continuava a estudar. Para muitos, a escola contemporânea representa um mundo radicalmente novo. É por isso que o difícil não é ensinar filhos de privilegiados mas sim jovens que, em casa, nunca viram os pais abrir um livro.
«Expresso» de 27 Out 12
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)

































































