domingo, 18 de outubro de 2009

A CABANA DOS PARODIANTES EM SALVATERRA

Cresci como muita gente a ouvir os Parodiantes de Lisboa à hora do almoço

A memória deles está na Cabana dos Parodiantes gerida pelo Fernando, filho de um dos irmãos Andrade que fizeram rir este país durante décadas.

O espólio dos Parodiantes está a pedir tratamento sério e, se calhar, um museu que guarde e nos permita revisitar as gravções dos programas, as publicações e as figuras impagáveis dos velhos Parodiantes como O Patilhas e Ventoinha, o Jack Tachas, o Cara Linda e outros tantos



A Cabana dos Parodiantes em Salvaterra de Magos é um café e restaurante onde se vendem os famosos "Barretes de Salvaterra", doces deliciosos, dizem-me, que eu sou diabético e muito bem comportado.

Com as paredes cobertas pelas memórias dos velhos Parodiantes, a Cabana é lugar de uma tertúlia que já leva cerca de 50 sessões e por onde tem passado gente famosa.



Há poucas semanas fui eu o convidado. E foi uma noite deliciosa pela hospitalidade do Fernando, pela condução do diálogo pelo Zé Peixe, jornalista da Lusa, pelo calor humano de todos os presentes.

Fico a agradecer à Paula Cruz Rodrigues que me fez o convite para este tão caloroso lugar de memória.

Para quem estiver interessado fica aqui o endereço do site da Cabana:
http://www.cabanadosparodiantes.com/htmls/conteudos/EkFlZkulAARejJKpsf.shtml

6 comentários:

zmsantos disse...

Ternas lembranças, de os ouvir, dia-a-dia, na Rádio.

Obrigado pela partilha.

Abraço

Júlio Pêgo disse...

Num país sisudo e de liberdade vigiada, sabia bem ouvir " Tristezas não pagam dívidas..." O programa era muito inócuo, mas às 13 H. o Radio Club Português entrava nas nossas casas e aliviava o tédio e a agrura do dia.

Maria do Rosário disse...

A ideia do museu é boa, mas tanto quanto sei grande parte do espólio foi entregue pelo José Andrade (o inspector Pastilhas) ao seu amigo Victor Figueira que fundou os Novos Parodiantes. E parece que há um litígio entre a Cabana e os Novos Parodiantes... Dum lado está o grupo do Rui Andrade (A Cabana) do outro o do José Andrade (Novos Parodiantes)!

JOSÉ FANHA disse...

Cara Maria do Rosário,

Agradeço o esclarecimento. Não sabia. E lamento. No entanto, apesar dessas desavenças, a verdade é que faria odo o sentido entenderem-se para que fosse possível um Museu dos Parodiantes.

Guardar memória é fundamental para sabermos com que pés caminhamos. E as nossas raízes estão nos cheiros, nos sabores, nas ruas, na música e até no riso.

Pode ser que o tal Museu possa um dia ser possível. E em Salvaterra.. Porque não?

Um beijinho

Ana disse...

Cresci a ouvir os Parodiantes à hora do almoço e as férias grandes eram passadas em Salvaterra, a dois passos da Cabana.As recordações são muitas e boas.Foi bom voltar a pensar neles.

Fernando Jose disse...

Fico muito feliz que escrevam sobre os Parodiantes, é sinal de que eles estão bem vincados na nossa memória. Na realidade 50 anos de emissões diárias de humor nu país cinzentão como foi e continua a ser o Portugal, foi obra.
Em relação á afirmação da Maria do Rosário, não existe qualquer litígio com os " Novos Parodiantes ". Nunca houve nenhuma conversa nesse sentido. Longe, mas muito longe, a Cabana dos Parodiantes estar metida em litígios, pois a Cabana é um espaço de paz e de camaradagem.