domingo, 20 de abril de 2008

SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

REVOLUÇÃO

Como casa limpa
Como chão varrido
Como porta aberta

Como puro início
Como tempo novo
Sem mancha nem vício

Como a voz do mar
Interior de um povo

Como página em branco
Onde o poema emerge

Como arquitectura
Do homem que ergue
Sua habitação

3 comentários:

Maria disse...

Sophia, uma poeta que trago comigo sempre, e que tão bem escreveu a revolução.....

Abraço

mariam disse...

...
adoro ler Sophia M.B.Andresen, o "seu" mar, e, estranhamente, tendo Ela vivido no seio duma família desafogada (dita de "bem"), como conseguiu ter um "olhar" tão alargado...
um sorriso :)

LeniB disse...

Foi com um enorme prazer que li o seu comentário. É sempre com enorme prazer que leio o que escreve e que tanto deleita a miudagem e a “adultagem”!
Aproveito para lhe dar, “pessoalmente”, os parabéns pela selecção dos poemas que constam em Poemas com Animais.
Irei, com toda a certeza, “desviar” alguns dos seus textos para enriquecer o meu blog.
Obg