terça-feira, 6 de maio de 2008

EL MAESTRO



"El Maestro" do Patxi Andión, companheiro de tantas jornadas e que ainda há poucos dias esteve connosco no Coliseu entre os Cantores de Abril.

Fica-me da canção o verso amargo que fala do "perigo" que é um professor. Parece que ser professor passou de novo a ser um perigo. É claro que alguns professores preferem a burocracia sossegada e manhosa ao perigo de quererem ensinar e ser professores a sério. Mas muitos sairam à rua. 100.000! Mas desde esse dia parece que deixaram de ter problemas... Já estará tudo resolvido? O problema era só a avaliação? Que é feito dos 100.000?

Alguns continuam a ser perigosos, a ser professores, a ensinar. Eu conheço meia dúzia deles e tenho muito orgulho no perigo que continuam a exercer com a sua inteligência, o seu saber, a sua raiva e o seu imenso coração

13 comentários:

LeniB disse...

Ser professor nos dias de hoje representa um grande perigo: não nos calamos, agimos, não nos conformamos.
O que estranho é que de repente tudo parece estar silenciado...

Caçadora de Emoções disse...

E entre essa meia dúzia de professores que citou, apaixonados pelo que fazem, está o José Fanha...

Beijos,

josé manangão disse...

Este teu post, dá para os dois lados, depende do ângulo em que nos encontremos, nós não enfiamos a carapúça, porque estamos do lado certo. Penso eu!
Abraço
Manangão

José Fanha disse...

Caro amigo,

Este texto não dá nada para dois lados. Dá só para um. Para o lado daqueles que não desistem de ser perigosos porque querem um ensino limpo, transparente, um espaço de crescimento de todos, alunos, professores e pais. Não um espaço de burocracia, burrocracia, encaixatomento da alegria e do prazer de ensinar e de aprender.

Este é o lado daqueles que amam a sua profissão e que acreditam que essa profissão bem exercida pode ajudar a tornar o mundo um pouco melhor.

O lado daqueles cujas reivindicações não se ficam apenas pelo pormenor das avaliações.

Um abraço amigo,

José Fanha

José Fanha disse...

Caro amigo,

Este texto não dá nada para dois lados. Dá só para um. Para o lado daqueles que não desistem de ser perigosos porque querem um ensino limpo, transparente, um espaço de crescimento de todos, alunos, professores e pais. Não um espaço de burocracia, burrocracia, encaixatomento da alegria e do prazer de ensinar e de aprender.

Este é o lado daqueles que amam a sua profissão e que acreditam que essa profissão bem exercida pode ajudar a tornar o mundo um pouco melhor.

O lado daqueles cujas reivindicações não se ficam apenas pelo pormenor das avaliações.

Um abraço amigo,

José Fanha

Lúcia disse...

Sebastião da Gama descreveu muito bem o que é isso de ser professor. Conheci-o pela mão de um outro professor que tenho a sorte de ter como irmão.(...) "Sei coisas que vocês não sabem, do mesmo modo que vocês sabem coisas que eu não sei ou já me esqueci. Estou aqui para ensinar umas e aprender outras. Ensinar não: falar delas. Aqui e no pátio e na rua e no vapor e no comboio e onde quer que nos encontremos (...)".

"Pois sim,senhor, para aprender é que é: para eu aprender, para o aluno aprender; para estarmos mais perto um do outro; para partirmos a aula ao meio: pataca a mim, pataca a ti".

Aprender e ensinar - Gostava de pensar que a maioria dos professores vive assim a sua profissão, que é das mais dignas e importantes que existem numa sociedade. Desculpe, Zé, o comprimento da mensagem.

rs disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
josé manangão disse...

Tens razão!
Eu interpretei mal o ultimo parágrafo, como já não existem as réguadas, as minhas desculpas.
Abraço
manangão

samuel disse...

Sou um privilegiado. Tive alguns professores e professoras de sonho. Daqueles que mudam a nossa vida. Assim de repente, "ao acaso"... ah! Lembro-me de uma professora que entre outras coisas bonitas, me apresentou a um tal de José Afonso...

Abraço

Maria disse...

É de professores destes que precisamos. Dos que contam a História verdadeira. Dos que ajudam a formar as mentalidades. Dos que estão do lado justo. O nosso.
Não consigo deixar de me emocionar sempre que ouço o Patxi com esta canção, lembro-me do concerto no Coliseu em Dezembro de 1973 e da "envolvente" criada.....

Um abraço

mariam disse...

Sr. Professor
que bem escolhido e oportuno este "post"...
tenho tendência para catalogar mentalmente os filmes que vejo, e, este, sem dúvida que ficou "arrumado" na minha prateira das emoções...
mas, por que será que ficamos com a impressão de que aquele professor "não existe"?...
tenho a maior das admirações pela classe docente, o vosso trabalho é complexo, lidam com seres humanos ainda em formação, por isso, é responsabilidade acrescida, mas, como já dizia meu avô "há bons e maus carpinteiros, bons e maus padres e bons e maus maridos"...e, mesmo um excelente professor(a) se for desautorizado em casa pelos pais/educadores(como já me apercebi por inúmeras vezes através de conversas paralelas), então a "missão" é quase impossível...
como mãe e educadora faço um voto, de que os "bons" nunca se arrependam do esforço, e os "menos bons" se empenhem... estão a formar "gente" (é uma forma de arte)...

um sorriso e um pedido de desculpa pelo alongamento... :)

Artur disse...

Apesar de tudo, ainda acreditamos que este país merece destino melhor.

mcorreia disse...

obrigada Zé Fanha!
agora é um dos meus tesouros